Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Bolsonaro é proibido de veicular na TV ‘mensagem distorcida’ de Lula sobre aborto

O TSE afirmou que a propaganda é uma ofensa à honra e à imagem do candidato e pode conduzir a uma repercussão negativa no pleito

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Brasília – Neste sábado (15), a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a campanha do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) suspenda a propaganda com relatos inverídicos de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é favorável ao aborto.

“As publicidades não são críticas políticas ou legítima manifestação de pensamento. O que se tem é a veiculação de desinformação, mensagem distorcida e ofensiva à honra e à imagem de candidato à Presidência da República, o que pode conduzir à repercussão ou interferência negativa no pleito, do que se extrai evidência da plausibilidade do direito sustentado nesta representação”, pontuou a ministra.

Na propaganda, a jornalista Carla Cecato afirma que a Lei do Aborto no Brasil permite que a mulher decida interromper a gestação quando há riscos de morte para a mãe, quando a criança nasce sem cérebro ou em casos de estupro. No entanto, se for eleito, Lula pretende mudar.

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“Mas Lula quer mudar a lei e incentivar a mãe a matar o próprio filho no seu próprio ventre. Lula quer mudar a lei para incentivar o aborto”, declara. As falas da jornalista são complementadas com vídeos de Lula falando sobre o assunto, onde o petista diz ser a favor ao direito de mulheres vítimas de violência pedirem o abortamento previsto em lei.

“É evidente a descontextualização perpetrada pela campanha Representada no vídeo mencionado. De pronto, não é preciso sequer buscar a íntegra da fala do candidato Lula para se perceber que, em momento algum, houve a menção de alteração da legislação em vigor que trata sobre o aborto”, apontaram os advogados Angelo Ferraro e Cristiano Zanin, que representam Lula no TSE.

Com o assunto à tona, a campanha de Lula fez uma propaganda de uma entrevista nos anos de 2000 em que Bolsonaro afirmou que discutiu a possibilidade de abortar o quarto filho, com a ex-mulher. Na propaganda, o apresentador diz que o presidente é “mentiroso”, para depois mostrar uma declaração dele dizendo que é contra o procedimento.

(*) Com informações do Uol