Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Bolsonaro é vítima de arbitrariedade, afirmam vereadores do PL-AM

Parlamentares manauaras condenaram monitoramento na casa do ex-presidente e compararam situação à prisão de Lula.

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(Foto: Celso Maia/ Portal AM1 depositphotos/ celsopupo)

Manaus (AM) – Os vereadores da bancada do PL no Amazonas manifestaram indignação diante da decisão da Polícia Federal de realizar monitoramento integral no entorno da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida, que passou a ser executada nesta quarta-feira (27) pela Polícia Penal do Distrito Federal, foi classificada pelos parlamentares como arbitrária e desproporcional.

O vereador Coronel Rosses (PL) foi questionado, na manhã dessa quarta-feira (27), sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a atuação da Polícia Federal em frente à sua residência. Ao comentar o tema, ele afirmou que os agentes apenas cumprem ordens determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, mas classificou as medidas como incoerentes, juridicamente, e de caráter autoritário.

 “É uma ordem realmente do ministro Alexandre de Moraes, uma perseguição realmente desastrosa, um atropelo de coisas, algo realmente sem coerência jurídica, em que ele [Moares] age como um ditador”, afirmou o vereador.

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(Foto: Celso Maia/ Portal AM1)

Segundo Rosses, Bolsonaro estaria sendo submetido a restrições excessivas, sem possibilidade de contato com familiares, parlamentares ou mesmo de se manifestar publicamente. Ele comparou esse cenário ao do ex-presidente Lula, que, quando esteve preso, teria conseguido conceder diversas entrevistas.

“A gente percebe que alguns anos atrás, o presidente Lula, quando estava preso, condenado, transitado e julgado; teve condições de dar 22 entrevistas durante o período que ele esteve preso. E o presidente Bolsonaro, preso de uma maneira abrupta, de uma maneira vingativa feita pelo ministro do TSE Alexandre de Moraes, não tem o mínimo sequer direito de se manifestar perante a população”, declarou Rosses.

Na visão do vereador, a prisão de Bolsonaro ocorreu de forma precipitada e com motivações políticas, como uma espécie de perseguição e retaliação judicial. Para ele, a situação representa um sinal de enfraquecimento da democracia, mas acredita que não terá sustentação por muito tempo, ressaltando que a população estaria cada vez mais consciente do que está acontecendo.

Já o vereador Capitão Carpê (PL), classificou como um absurdo a determinação. Na avaliação dele, Bolsonaro estaria sendo tratado como um “preso político”, alvo de perseguição e de acusações sem fundamento.

Carpê afirmou que o ex-presidente não foi condenado por corrupção ou desvio de recursos públicos e que a investigação atual se basearia em uma suposta tentativa de golpe, que ele considera inviável. Para o parlamentar, o episódio reforça uma ação desproporcional contra Bolsonaro, lembrando ainda as limitações de saúde do ex-presidente após o atentado a faca em 2018.

“Bolsonaro não foi condenado em nada, não está sendo acusado por corrupção, não foi acusado de desviar dinheiro público, ele está sendo acusado por uma farsa de uma trama que sequer aconteceu, não tem como, por exemplo, ter um golpe no Brasil sem as Forças Armadas, apenas com velhinhas utilizando ali bíblia e pessoas utilizando batom”, afirmou Capitão Carpê.

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(Foto: Celso Maia/ Portal AM1)

Segundo o vereador, a presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro não tem justificativa e representa uma medida excessiva diante da situação.

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