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Bolsonaro faz posse de Queiroga em cerimônia discreta fora da agenda

Posse de Queiroga ocorreu no gabinete da Presidência, sem presença da imprensa. Já o ex-ministro Pazuello deve ser nomeado para o PPI
• Publicado em 23 de março de 2021 – 13:14
Queiroga foi nomeado ministro da Saúde no início da tarde desta terça-feira

Brasília (DF) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu posse, no final da manhã desta terça-feira (23), ao novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga. Por causa de pressão do chamado Centrão, a cerimônia ocorreu no gabinete da Presidência da República, sem a presença de convidados e da imprensa e sem constar na agenda oficial.

A decisão se deveu ao movimento iniciado desde o final de semana por integrantes do Centrão de convencer o presidente a indicar outro nome para o posto.

A expectativa é de que a nomeação seja publicada em edição extra do Diário Oficial da União, que deve também incluir o remanejamento do general Eduardo Pazuello para chefiar o PPI (Programa de Parcerias e Investimentos).​​

Leia mais: Marcelo Ramos chama de surreal demora na posse do novo ministro da Saúde

Com a demora de Queiroga em se desvincular de uma clínica da qual era sócio, o bloco partidário chegou a sugerir a ministros palacianos que reconsiderassem as indicações dos deputados federais Doutor Luizinho (PP-RJ) e Ricardo Barros (PP-PR).

Além disso, segundo assessores do Palácio do Planalto, a posse às pressas também teve como objetivo evitar cobranças das cúpulas do Legislativo e do Judiciário em reunião marcada para quarta-feira (24).

A falta de uma definição em meio à escalada de mortes é uma das reclamações que seria levada ao encontro pelas cúpulas do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal).

A decisão de fazer uma posse discreta não foi bem avaliada por integrantes do próprio governo, sobretudo da cúpula militar. A avaliação deles é de que Bolsonaro deveria ter aproveitado a cerimônia para sinalizar uma mudança de postura do governo federal em relação à crise de saúde.

Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (23), o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que a demora na efetivação da troca é “um erro do governo”. “Deveria ter tomado posse na semana passada, espero que isso se resolva amanhã (23)”, declarou.

O PPI hoje está sob o guarda-chuva do ministro Paulo Guedes (Economia). A ida de Pazuello deve coincidir com a transferência do programa de privatizações para a Secretaria-Geral, do ministro Onyx Lorenzoni (DEM), ​numa nova derrota para Guedes. Onyx já teve o programa sob sua supervisão quando ele esteve vinculado à Casa Civil.

*Com informações da Folhapress.

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