Manaus, 8 de outubro de 2026
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Manaus, 8 de outubro de 2026

Economia

Brasil negocia tarifas com EUA sem interferência eleitoral, diz ministro

Márcio Elias Rosa afirmou que governo aguarda documento dos Estados Unidos para avançar nas tratativas comerciais.

Ministro Márcio Elias Rosa afirma que Brasil não negociará tarifas com imposição política (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABr)

Rio de Janeiro (RJ) – O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (8) que as negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas continuam sem influência do processo eleitoral brasileiro.

Segundo o ministro, o governo trata as discussões como uma negociação comercial e não pretende incluir questões políticas nas tratativas.

“Estamos discutindo comércio exterior. É compra e venda de bens e serviços, e ponto final”, afirmou a jornalistas antes de participar do evento Conexões Produtivas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Negociação com os EUA

Márcio Elias Rosa avaliou como positivo o diálogo mantido com autoridades norte-americanas durante encontros realizados às margens do G20, na semana passada.

Agora, o governo brasileiro aguarda o envio de um termo de referência pelos Estados Unidos. A expectativa é que o documento seja encaminhado em três ou quatro semanas. Com o material em mãos, o Brasil deverá apresentar suas propostas e ofertas aos norte-americanos para dar continuidade às negociações.

Governo rejeita concessões unilaterais

O ministro também afirmou que o Brasil não pretende aceitar concessões unilaterais nas negociações. Entre os pontos citados estão a abertura do mercado brasileiro para os setores químico e automotivo sem contrapartidas, o controle sobre minerais críticos e questões relacionadas ao sistema de pagamentos Pix.

Márcio Elias Rosa afirmou ainda que o governo não deve aceitar propostas que, segundo ele, representem submissão aos interesses de outro país.

“Seria a submissão do país aos interesses de outra nação”, declarou.

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