Candidatos à Presidência Lula, Flávio, Renan, Caiado, Cury e Zema (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – A campanha presidencial começou a expor diferenças mais claras entre os candidatos. Nesta terça-feira (18), temas como gastos públicos, reforma tributária, programas sociais e relações de trabalho dominaram as agendas e ajudaram a reforçar as principais linhas de cada candidatura.
Durante sabatina da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), Augusto Cury (Avante) defendeu mudanças na reforma tributária para reduzir impactos sobre comércio e serviços. Ronaldo Caiado (PSD) criticou o modelo e prometeu uma PEC para limitar os gastos públicos a um percentual do PIB.
Flávio Bolsonaro (PL) apostou no discurso de redução da máquina pública. O candidato propôs cortar o número de ministérios de 39 para 23 e reduzir cargos comissionados. Também defendeu a diminuição de tarifas sobre petróleo e equipamentos para data centers.
Auxílio e emprego
O Bolsa Família entrou no debate sobre emprego. Cury e Renan Santos (Missão) defenderam a manutenção temporária do benefício para quem conseguir emprego ou se tornar MEI. Renan também propôs um banco municipal de empregos.
A discussão gira em torno de como estimular a entrada no mercado de trabalho sem provocar a perda imediata da renda das famílias.
Escala 6×1 divide candidatos
Renan Santos se posicionou contra o fim da escala 6×1, alegando risco de aumento de custos e demissões. Já Edmilson Costa (PCB) defendeu o fim da jornada, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) propôs 35 horas semanais sem redução salarial.
Zema mira apostas
Romeu Zema (Novo) colocou as apostas online no centro de sua agenda e afirmou que pretende acabar com as plataformas caso seja eleito. A proposta foi apresentada após encontro com famílias afetadas pelo vício em jogos.
Na esquerda, Edmilson Costa defendeu a revogação das reformas trabalhista e previdenciária e auditoria da dívida pública. Rui Costa Pimenta propôs ainda a reestatização de empresas privatizadas, aumento de salários e redução da jornada.
Pablo Marçal (PRTB) defendeu maior participação popular por ferramentas digitais, enquanto Clariana Barão (Democracia Cristã) priorizou direitos das mulheres, combate ao feminicídio, educação e empreendedorismo.
Sem agenda pública nesta terça-feira, Lula (PT) e Samara Martins (UP) ficaram fora da movimentação do dia.
Em comum, as agendas mostram que a economia e o papel do Estado já estão entre os principais campos de disputa da corrida presidencial.
(*) Com informações da Agência Brasil
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