Com vice do PT, Braga tenta pôr fim à rejeição: ‘não dá para agradar todo mundo’

Publicado em 06/08/2022 16:15

Manaus – Os boatos que circulavam pelos bastidores de que o candidato ao governo Eduardo Braga (MDB) não teria total apoio do Partido dos Trabalhadores no Amazonas foram encerrados na manhã de sexta-feira (5), durante a convenção partidária do MDB. Isso porque Braga subiu no palanque ao lado da secretária nacional de mulheres do PT, Anne Moura, candidata a vice-governadora na chapa, colocando assim um ponto final nos rumores.

Com exclusividade, a vice-governadora na chapa destacou ao Portal AM1 que a decisão do PT de apoiar a candidatura de Eduardo Braga é nacional. Ela ainda comentou que é normal que haja insatisfações dentro do partido, mas que todos estão focados em eleger a chapa.

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“Já tínhamos provado na nossa convenção, no nosso encontro. Então, a deliberação é nacional, não é no Estado. É claro que vai ter sempre essa insatisfação, não tem jeito. Você não consegue agradar todo mundo, mas tá [sic] todo mundo somando no processo de militância e para eleger essa bancada e esse time”, disse.

A candidata a vice também contou que a chapa majoritária apresentada durante a convenção partidária é um projeto do ex-presidente e candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O presidente Lula, desde o começo, trabalha nessa chapa que foi apresentada. Senador Omar Aziz, Eduardo Braga e a nossa presença como vice também faz parte dessa estratégia nacional”, afirmou.

Sobre a candidatura como vice na chapa, Anne Moura contou que recebeu o convite do próprio candidato Eduardo Braga. Ela, que inicialmente iria disputar para deputada federal, teve o nome cotado dentro do Partido dos Trabalhadores, e agora integra a chapa.

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Mesmo com os rumores de uma insatisfação, políticos do PT estiveram presentes no evento. O presidente estadual do partido, Sinésio Campos, subiu no palco e discursou para o público. Quem também esteve no local foi o candidato a deputado estadual Francisco Praciano, que afirmou ao Portal AM1 que existe resistência interna, mas que respeitam as diferenças.

“O PT é assim, é um partido democrático. Temos várias correntes e grupos de pensamento dentro do PT, nunca é liso, nunca é zero a zero, nunca é consenso. Nós vivemos e respeitamos as nossas diferenças internas”, declarou.

O candidato do PT ainda contou que a resistência em apoiar a candidatura de Eduardo Braga existe, uma vez que “a maioria gostaria que a candidatura ao governo fosse do próprio PT” .

Sem apoio

Durante a convenção da Federação Fé Brasil – que integra os partidos PT, PV e PCdoB – que ocorreu no último domingo (31), o vereador de Manaus e candidato a deputado federal, Sassá da Construção Civil (PT), afirmou ao Portal AM1 que Eduardo Braga não era bem-vindo. “A minha militância está solta e ele não é bem-vindo aqui. Pra [sic] começar, ele não conversou com ninguém, ele pode ser candidato dele mesmo!”, disse na ocasião.

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O vereador ainda destacou que não vai se calar só por conta do apoio do ex-presidente Lula ao senador Eduardo Braga. “Se quiser me expulsar do partido, que me expulse! Eu tenho candidato a vice-presidente da República, tenho a federal, ao Senado e a estadual no Amazonas; mas quero dizer que golpista, aqui, não tem vez. Quero dizer que democracia, quando faz uma coisa errada, está errado!”, disparou.

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