Prefeito assina PL para concurso da Semed, mas professores do cadastro reserva podem ficar na fila

Publicado em 19/04/2022 16:23

O prefeito de Manaus, David Almeida, assinou, na tarde desta segunda-feira (18), um Projeto de Lei que cria 3,2 mil novos cargos dentro da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para, enfim, abrir o concurso público para os professores da capital. A medida, porém, poderá beneficiar apenas parte da categoria.

Acontece que o concurso público em questão foi uma medida tomada pela Semed, ainda na gestão do ex-secretário Pauderney Avelino, com o objetivo de fazer a convocação de mais de 1,6 mil professores do cadastro reserva do concurso de 2018, que aguardam o chamamento até hoje.

Em discurso na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na semana passada, porém, a nova secretária da Semed, irmã do prefeito, Dulce Almeida, afirmou que apenas 400 professores do cadastro de reserva serão chamados, e não detalhou o que acontecerá com os demais.

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“Acabo de assinar o Projeto de Lei para abrirmos 3.200 novos cargos no âmbito da SEMED entre professores, pedagogos e gestores para o preenchimento de cadastro reserva e do posterior concurso público para a área de educação do município. Ao lado da secretária de educação Dulce Almeida e do subsecretário Lourival Praia, e do chefe da Casa Civil, Dr. Rafael Bertazzo, eu compartilho com vocês esta ótima notícia da tarde desta segunda-feira”, diz o prefeito no post compartilhado nas redes sociais.

Enquanto isso, os professores que aguardam a convocação cobram que a promessa feita anteriormente pela pasta seja cumprida. A categoria ainda acredita que os educadores podem ser chamados, visto que o prazo do processo do certame anterior é até 2023.

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“Nós vamos aguardar as chamadas, né. Ficou de ter as chamadas do cadastro de reserva e vamos verificar como é que vai ficar o andamento até o final desse processo, porque nós temos até janeiro de 2023 para poder assumir nossos cargos. Fé em Deus que todo mundo vai assumir né, vamos acreditar. E é isso, agora a assinatura do PL vai para votação e vamos esperar. Depois disso, vamos tomar outras medidas, por enquanto, só esperar, a gente tem que aguardar”, disse uma professora da Semed, que preferiu não se identificar.

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