Manaus, 21 de fevereiro de 2024
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Manaus, 21 de fevereiro de 2024

William Alemão denuncia política do ‘toma lá dá cá’ de David Almeida: ‘não suporto’

William Alemão denuncia política do ‘toma lá dá cá’ de David Almeida: ‘não suporto’

MANAUS, AM – Durante votação na mudança da forma de cobrança da taxa de iluminação pública, denominada Custo do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), aprovada nessa segunda-feira (18) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador William Alemão (Cidadania) disse ser contrário à política do ”toma lá dá cá” e denunciou “ameaça” feita pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), de quem votasse contra o projeto sairia da base aliada pertencente à gestão do Executivo municipal.

Na ocasião do seu discurso na tribuna da Casa, William Alemão disse que, embora esteja em seu primeiro mandato como parlamentar, não aceita esse tipo de política de “amaciar o ego de uns” para alcançar respeito, o famoso “toma lá dá cá”, muito comum no meio político. O parlamentar disse que não suporta essa situação.

“Eu entrei na política agora. Tem uma coisa que eu não suporto e que a gente via sentado de casa ou do trabalho, que é a política do toma lá, dá cá. Aqui, foi falado agora, em alto e bom som, que o vereador que fosse contrário a este projeto de lei, que chegou sem tempo hábil para ser feita uma leitura e que foi colocado como urgente, está fora da base do prefeito. Eu quero deixar isso aqui registrado, porque se é realmente é desse jeito, fica instituída a política do toma lá, dá cá, e eu sou contra”, disse o parlamentar.

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Mesmo com a desaprovação de cinco parlamentares, entre eles: Alemão; Amon Mandel (União Brasil); Rodrigo Guedes (PSC); Capitão Carpê (Republicanos) e Raiff Matos (DC), o plenário aprovou as emendas de isenção da taxa de iluminação de condomínios e templos religiosos, que segundo Alemão são mais de 8,5 mil em toda a cidade e, quando deixarem de pagar a Cosip, cerca de R$ 800 mil deixaram de entrar nos cofres públicos. Enquanto moradores das zonas rurais de Manaus continuarão a pagar a taxa, mesmo sem ter a iluminação pública.

“Sobre as instituições religiosas, fiz uma busca rápida. Temos 8.500 delas na cidade. Se elas deixarem de pagar a Cosip, e se pagassem somente o mínimo, que são R$ 8, estamos falando de R$ 816 mil reais ao ano, quase um milhão. Isso se consumirem até 100 kilowatts”, disse William Alemão, contrário à isenção de pagamento às referidas instituições.

Ainda no discurso, Alemão deu um exemplo claro de como a mudança afetará diretamente o consumidor, deixando claro como será feito o ajuste a partir de 2023.

“Eu gostaria de saber por que não foi aplicado, nessa tabela, exatamente o aumento (ou adequação) para todos. Recebi duas contas aqui de amigos, fiz um levantamento rápido. Quem consome 804 kilowatts de energia paga R$ 43,55 de Cosip, mas com essa tabela, esse valor irá para R$ 50. A grosso modo, em 2022, terá um aumento de 15%. Em contrapartida, quem consome menos, como esse outro usuário com 306 kilowatts, paga R$ 22,36 de Cosip, e vai começar a pagar R$ 30, um aumento de 33%, ou seja, é o dobro do aumento da outra conta. Então, se nós estamos buscando também uma diminuição do consumo, isso aqui não incentiva”, comparou.

O que muda?

A Cosip será desvinculada da Unidade Fiscal do Município (UFM), que está no valor de R$ 114,61, para ser cobrada em reais. Além disso, o documento prevê que os valores serão reajustados anualmente, a partir de 2023, adotando o mesmo índice de reajuste que for estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Veja vídeo:

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