Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Cheia dos rios afeta mais de 195 mil pessoas e coloca 18 municípios em situação de emergência no AM

Amazonas tem outros 17 municípios em estado de atenção e mais 26 em estado de alerta.

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Cheia em Eirunepé no ano de 2022 (Foto: Divulgação/Secom)

Manaus (AM) – A cheia dos rios no Amazonas já atinge mais de 195 mil pessoas e levou 18 municípios a decretarem situação de emergência, conforme boletim da Defesa Civil do Estado divulgado nesta terça-feira (13).

O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais prevê que os rios continuarão subindo até pelo menos junho, devido a dois fatores principais: o Inverno Amazônico, que mantém o volume de chuvas acima da média até o fim de maio; e os efeitos do fenômeno La Niña, que terminou em abril, mas intensificou as chuvas no início de 2025.

Municípios afetados pela cheia no Amazonas

Veja os municípios em situação de emergência:

  • Humaitá, Apuí, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba – rio Madeira;
  • Boca do Acre – rio Purus;
  • Guajará, Ipixuna, Itamarati, Eirunepé – rio Juruá;
  • Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Careiro, Santo Antônio do Içá, Amaturá, Juruá, Japurá, Tonantins – rio Solimões/Amazonas.

Outros municípios também estão sob monitoramento:

  • 17 em estado de atenção;
  • 26 em estado de alerta;
  • 1 em situação normal.

Nível dos rios:

(Foto: Reprodução/Nível dos Rios/Proa Manaus)

(Foto: Reprodução/
Nível dos rios/Proa Manaus)

Transamazônica submersa compromete logística e mobilidade

A cheia do rio Madeira submergiu cerca de 20 quilômetros da BR-230 (Transamazônica), que liga cidades como Humaitá, Apuí e o distrito de Santo Antônio do Matupi. Com a rodovia interditada, o deslocamento de passageiros e o transporte de cargas passaram a ser feitos por rotas alternativas fluviais, o que aumentou o tempo e os custos das viagens.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contratou balsas para transportar caminhões entre portos fluviais. O percurso, que normalmente durava cerca de 12 horas por terra, agora leva até quatro dias por via fluvial, passando pelos rios Madeira e Aripuanã.

Rio Madeira se aproxima de nível histórico

Em Humaitá, o nível do rio Madeira alcançou 23,44 metros, aproximando-se da cota histórica de 25,63 metros, registrada em 2014. A cheia já afeta áreas rurais, interrompe atividades escolares e causa prejuízos à agricultura.

Segundo a Defesa Civil, mais de 16 mil pessoas já foram diretamente afetadas pelas inundações provocadas pelo rio Madeira.

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