Cheia em Eirunepé no ano de 2022 (Foto: Divulgação/Secom)
Manaus (AM) – A cheia dos rios no Amazonas já atinge mais de 195 mil pessoas e levou 18 municípios a decretarem situação de emergência, conforme boletim da Defesa Civil do Estado divulgado nesta terça-feira (13).
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais prevê que os rios continuarão subindo até pelo menos junho, devido a dois fatores principais: o Inverno Amazônico, que mantém o volume de chuvas acima da média até o fim de maio; e os efeitos do fenômeno La Niña, que terminou em abril, mas intensificou as chuvas no início de 2025.
Municípios afetados pela cheia no Amazonas
Veja os municípios em situação de emergência:
- Humaitá, Apuí, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba – rio Madeira;
- Boca do Acre – rio Purus;
- Guajará, Ipixuna, Itamarati, Eirunepé – rio Juruá;
- Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Careiro, Santo Antônio do Içá, Amaturá, Juruá, Japurá, Tonantins – rio Solimões/Amazonas.
Outros municípios também estão sob monitoramento:
- 17 em estado de atenção;
- 26 em estado de alerta;
- 1 em situação normal.
Nível dos rios:
Transamazônica submersa compromete logística e mobilidade
A cheia do rio Madeira submergiu cerca de 20 quilômetros da BR-230 (Transamazônica), que liga cidades como Humaitá, Apuí e o distrito de Santo Antônio do Matupi. Com a rodovia interditada, o deslocamento de passageiros e o transporte de cargas passaram a ser feitos por rotas alternativas fluviais, o que aumentou o tempo e os custos das viagens.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contratou balsas para transportar caminhões entre portos fluviais. O percurso, que normalmente durava cerca de 12 horas por terra, agora leva até quatro dias por via fluvial, passando pelos rios Madeira e Aripuanã.
Rio Madeira se aproxima de nível histórico
Em Humaitá, o nível do rio Madeira alcançou 23,44 metros, aproximando-se da cota histórica de 25,63 metros, registrada em 2014. A cheia já afeta áreas rurais, interrompe atividades escolares e causa prejuízos à agricultura.
Segundo a Defesa Civil, mais de 16 mil pessoas já foram diretamente afetadas pelas inundações provocadas pelo rio Madeira.
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