Manaus, 26 de outubro de 2026
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Manaus, 26 de outubro de 2026

Cidades

Chuva forte acende alerta enquanto estiagem ainda preocupa municípios do Amazonas

Quatro cidades estão sob alerta para temporais nesta segunda-feira (26), enquanto 46 municípios permanecem em situação de emergência por causa da estiagem.

Mapa mostra a situação dos municípios do Amazonas em relação à estiagem. (Foto: IA/Montagem Portal AM1)

Manaus (AM) – O Amazonas vive, nesta segunda-feira (26), um cenário que chama atenção: enquanto algumas regiões têm previsão de chuva intensa, grande parte do Estado ainda enfrenta os efeitos da estiagem. A mudança nas condições do tempo colocou quatro municípios em alerta para temporais, mas não alterou o quadro geral de seca registrado no Estado.

O aviso de chuva inclui Manacapuru, Manaquiri, Autazes e Anori, onde há possibilidade de pancadas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento. O alerta foi aberto às 8h30 e permanece válido até o meio-dia desta segunda-feira.

A situação mostra como o clima pode se comportar de maneira diferente dentro do próprio Amazonas. Enquanto uma área recebe volumes elevados de chuva em poucas horas, outras localidades continuam convivendo com rios baixos, dificuldades de deslocamento e impactos provocados pela estiagem.

46 municípios ainda estão em emergência

O levantamento mais recente da Defesa Civil do Amazonas aponta que 46 dos 62 municípios do Estado estão classificados em situação de emergência por causa da estiagem.

Outros 12 municípios estão em alerta e quatro aparecem na categoria de atenção. Apenas a classificação de normalidade não registra municípios neste momento.

Na prática, o mapa revela que a estiagem continua espalhada por praticamente todas as regiões do Amazonas, mesmo com episódios de chuva registrados em determinados pontos.

Entre os municípios classificados como emergência estão Manaus, Manacapuru, Manaquiri, Parintins, Tefé, Coari, Humaitá, Lábrea, Maués, Manicoré, Benjamin Constant, Tabatinga e São Paulo de Olivença, entre outras cidades. A relação completa reúne 46 municípios.

Manaus está em situação de alerta

A capital amazonense aparece na classificação de alerta no levantamento divulgado nesta segunda-feira.

Além de Manaus, estão nessa condição Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará. Já Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga aparecem na faixa de atenção.

Chuva forte pode trazer alagamentos

O alerta meteorológico para Manacapuru, Manaquiri, Autazes e Anori aponta possibilidade de chuva intensa, descargas elétricas e rajadas de vento.

Em áreas mais vulneráveis, a combinação pode provocar alagamentos e enxurradas, principalmente quando a chuva ocorre em um curto intervalo de tempo.

A análise de imagens do satélite GOES, utilizada no monitoramento, identificou a presença de nuvens associadas a áreas de chuva sobre os municípios.

Por isso, a recomendação é evitar regiões sujeitas a alagamentos durante os temporais e não tentar atravessar ruas ou áreas tomadas pela correnteza.

(Foto: Defesa Civil)

O que fazer durante a chuva

A Defesa Civil orienta que moradores se afastem de encostas e de áreas consideradas de risco durante períodos de chuva intensa.

Também é importante evitar permanecer próximo a árvores, postes e estruturas que possam ser afetadas por ventos fortes.

Em situações de emergência, os serviços podem ser acionados pelos telefones 192, do Samu; 193, do Corpo de Bombeiros; e 199, da Defesa Civil de Manaus.

(Foto: Defesa Civil)

Estiagem continua no radar

Apesar da chuva prevista para algumas cidades, o cenário estadual ainda exige atenção. O mapa divulgado nesta segunda-feira mostra que nenhum dos 62 municípios aparece atualmente na condição de normalidade em relação à estiagem.

O contraste entre temporais localizados e a permanência de um quadro de seca em grande parte do território reforça a necessidade de acompanhar as condições de cada região.

No Amazonas, a distância entre os municípios e as diferenças no comportamento dos rios fazem com que os efeitos da estiagem e das chuvas não sejam sentidos da mesma maneira em todo o Estado.

(Foto: Defesa Civil)

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