Transporte de urnas eletrônicas nas eleições complementares de 2017 (Foto: Roberto Jayme/Ascom TSE)
Manaus (AM) – Apesar da redução progressiva dos níveis dos rios no intervalo de 21 dias entre o primeiro e o segundo turno das Eleições 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) mantém o planejamento logístico para o transporte das urnas eletrônicas destinadas às zonas rurais e ribeirinhas do Estado.
De acordo com as projeções do órgão eleitoral, a estiagem registrada neste ano não provocou impactos semelhantes aos observados em 2024. Com isso, a logística prevista para o segundo turno segue mantida, sem previsão de interrupção no transporte dos equipamentos.
A operação é considerada estratégica no Amazonas devido às características geográficas do Estado. Em diversas localidades do interior, o deslocamento de equipes e equipamentos depende do transporte fluvial, tornando o nível dos rios um dos fatores acompanhados pela Justiça Eleitoral durante o planejamento das eleições.
Logística acompanha condições dos rios
O intervalo entre o primeiro e o segundo turno exige uma nova mobilização das equipes responsáveis pela preparação e distribuição das urnas. Mesmo com a descida dos rios, o TRE-AM avalia que as condições atuais ainda permitem manter o cronograma estabelecido para a votação.
A situação é diferente da enfrentada em 2024, quando a forte estiagem provocou dificuldades adicionais de deslocamento em diferentes regiões do Amazonas. Naquele período, a baixa dos rios afetou a navegação e exigiu atenção especial da Justiça Eleitoral para garantir que as urnas chegassem às comunidades mais distantes.
Para o segundo turno de 2026, a previsão é de que as urnas destinadas às comunidades rurais e ribeirinhas sejam transportadas dentro do planejamento definido pelo TRE-AM, sem previsão, até o momento, de interrupções provocadas pela estiagem.

Transporte de urnas eletrônicas nas eleições 2026 (Foto: Ascom TSE)
Transporte é desafio histórico no Amazonas
A dimensão territorial do Amazonas faz com que a logística eleitoral seja diferente da realizada em grande parte do país. Além das áreas urbanas, a Justiça Eleitoral precisa organizar o deslocamento de equipamentos e servidores para comunidades localizadas às margens dos rios e em regiões de difícil acesso.
Em muitos casos, o transporte fluvial é fundamental para que a votação aconteça normalmente. Por isso, o acompanhamento das condições de navegabilidade dos rios integra o planejamento realizado antes do pleito.
Mesmo diante da redução dos níveis dos rios nas últimas semanas, as projeções atuais indicam que a estiagem não deve comprometer a distribuição das urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A Justiça Eleitoral segue acompanhando as condições de transporte e poderá realizar ajustes operacionais caso haja alterações que possam comprometer o acesso às localidades.
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