Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Com frota reduzida de ônibus há 1 mês, CMM debate Jaraqui como patrimônio cultural

CMM repercute outras pautas em sessão, enquanto não há medidas para normalização da frota de ônibus na capital

MP cobra medidas de prevenção ao coronavírus em transportes coletivos de Manaus

(Carlos Bolívar / Amazonas1)

Nesta quarta-feira, 16, completa exatamente 30 dias que a frota de ônibus está circulando de forma reduzida em Manaus. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), ainda não há previsão para normalizar o serviço, e enquanto isso a população sofre com a demora e superlotação dos coletivos, que causam imprevisto nos compromissos. 

A estudante Alana Lopes, 35, está chegando atrasada na faculdade devido o tempo de espera para pegar o ônibus.

“Nesse último mês, eu estou esperando duas horas para pegar o ônibus e ir para faculdade, antes era no máximo 40 minutos. Eu ouvi falar que os ônibus estão circulando com frota reduzida e isso tem me prejudicado, é a demora na parada, chegando atrasada na faculdade. E nós não temos nenhuma resposta”.

O Sinetram anunciou, no último dia 16 de setembro, a redução de coletivos devido à falta de recursos para compra de combustíveis. Os empresários afirmam que a falta de verba impossibilita a compra do diesel necessário para manter 100% da frota circulando e que “está se esforçando para manter a operação com a frota disponível”.

À época, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, afirmou que a medida era uma retaliação a intervenção realizada no sistema do transporte coletivo. O prazo da intervenção encerra no próximo dia 22 de outubro e deve ser prorrogado, entretanto nenhum relatório sobre o trabalho realizado ao longo dos 90 dias foi divulgado.

O Amazonas1 entrou em contato com a Prefeitura de Manaus solicitando um posicionamento sobre o assunto e aguarda retorno.

A operadora de vendas, Alessandra Oliveira, que depende do transporte coletivo para retornar à sua residência, no período da noite, tem sofrido com a superlotação e demora nas paradas.

“Antes eu passava meia-hora na parada, agora eu passo uma hora, uma hora e vinte, e superlotado. Antes, dia de segunda e terça demorava um pouco, mas o restante da semana não, [era normal]. Agora são todos os dias. Eu ouvi boatos de que estava reduzido porque não tinha mais dinheiro, mas para quê eles [empresários] querem mais, se não dão boas condições para os usuários?”, questionou.

Enquanto vereadores aprovam Jaraqui como patrimônio, população segue sem ônibus

De autoria do vereador Isaac Tayah, o Projeto de Lei 203/2019 que institui o Jaraqui como Patrimônio Cultural e Imaterial de Manaus foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quarta-feira, 16.

Enquanto isso, um dos poucos a falar sobre o a redução de ônibus na sessão, o vereador Chico Preto (PMN) criticou a ausência da Casa em se manifestar sobre o assunto.

“Pessoas estão sendo constrangidas, perdendo seus empregos. [Deveríamos] cobrar da prefeitura, pelo menos os relatórios, as primeiras impressões sobre a comissão interventora que tinha o objetivo de botar o transporte coletivo nos eixos. Mas nada, nem relatório, nem satisfação e simplesmente o silêncio impera nessa questão”, declarou.

O líder do prefeito na CMM, Marcel Alexandre (PHS), questionou o motivo dos empresários de reduzirem a frota e afirmou que um “novo sistema” será entregue ao fim da intervenção.

“Há uma divergência: Como você é um empresário e  não cuida do dinheiro que você [administra]?. […] Eu quero dizer para população que ela receberá um novo sistema, é só o que eu posso dizer”, disse, afirmando que a previsão é que até o fim do ano o problema deve ser resolvido.

Referente ao relatório da intervenção, Marcel declarou que a comissão espera receber o documento até o fim deste mês. “O problema é que sempre há fatos novos que precisam ser apurados para que a ação seja correta e tenha o efeito que precisa ter”.

O Amazonas1 procurou o presidente da Comissão de Transportes e Mobilidades na Câmara Municipal, Rosivaldo Cordovil (PTN), e a vice-presidente, Glória Carrate, agora do PDT, para questionar se a comissão estava acompanhando a situação da frota, se foi tomada alguma providência sobre o assunto e o status do relatório da intervenção, mas ambos não compareceram à sessão de hoje na CMM.