Massacre do Compaj (Foto: Reprodução/ Polícia Civil/Câmera de segurança)
Manaus (AM) – Uma decisão da Justiça do Amazonas sentenciou Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira a penas que, juntas, ultrapassam 100 anos de prisão, a serem cumpridas em regime fechado. A condenação refere-se aos crimes cometidos durante o episódio conhecido como “Massacre do Compaj”, ocorrido em 2017 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, que terminou com a morte de 56 detentos.
Os dois são os primeiros réus a receber sentença no processo que apura as responsabilidades pelo caso. As demais ações penais devem ser levadas a julgamento pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri ao longo de 2026.
As decisões judiciais foram divulgadas na última quinta-feira (15) e detalham penas distintas para os dois condenados. Anderson Silva foi sentenciado a 109 anos e 10 meses de prisão, enquanto Geymison Marques recebeu pena de 11 anos e nove meses.
Os réus foram responsabilizados por uma série de crimes praticados durante o episódio no Compaj, incluindo dezenas de homicídios qualificados associados à disputa entre facções, com emprego de extrema violência e impossibilidade de defesa das vítimas.
As sentenças também reconhecem tentativas de homicídio, atos de vilipêndio de cadáver ligados a esquartejamentos e decapitações, além de práticas de tortura anteriores às mortes e a participação em organização criminosa, evidenciada pela atuação estruturada em uma facção.
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