Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Coronel Menezes avalia impacto do Caso Vorcaro na candidatura de Flávio Bolsonaro

Pré-candidato a deputado federal afirma que a condução do episódio gerou incerteza entre eleitores conservadores e afetou a candidatura do senador.

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(Foto: Matheus Rodrigues/Aleam & Andressa Anholete/Agência Senado)

Manaus (AM) – Em entrevista recente ao programa Ponto Final, o Coronel Menezes fez uma análise franca sobre o impacto negativo do chamado “Caso Vorcaro” na trajetória política do senador Flávio Bolsonaro. Segundo Menezes, o episódio e a forma como foi conduzido geraram certa incerteza em uma parcela estratégica do eleitorado: os conservadores das classes A, B e C, que ele descreve como “formadores de opinião” e dotados de “senso crítico”.

O pré-candidato a deputado federal comentou os dados do Instituto Pontual Pesquisas, que apontavam o presidente Lula com 42,8% das intenções de voto no Amazonas, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 40%. Questionado pelo entrevistador se o Caso Vorcaro teria provocado uma desidratação da candidatura de Flávio no estado, Menezes afirmou que houve erros na gestão da crise e avaliou que o episódio não foi positivo para a direita.

“Na minha concepção, olhando a coisa e o que aconteceu com Flávio, foi uma coisa que não foi legal para nós da direita, porque, no meu ponto de vista”, disse.

Mudança de versões

Segundo Menezes, a mudança de versões na condução do caso prejudicou a percepção de parte do eleitorado em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele criticou o fato de o senador ter inicialmente negado o contato para, posteriormente, admitir que visitou o empresário na prisão. Para Menezes, a falta de clareza foi o estopim para o descontentamento de parte da base.

O ponto central da crítica está na natureza do eleitorado de direita. Diferentemente de uma massa que segue orientações cegamente, ele caracteriza esse público como exigente.

“Esse público é formador de opinião, ele tem a sua opinião própria”, afirmou Menezes.

Críticas ao filme

O coronel também criticou a produção do filme sobre Bolsonaro, classificando a iniciativa como uma “chorumela” e resultado de “vaidade e ego”.

Para ele, o foco em projetos de marketing pessoal, em detrimento de uma articulação política mais sólida e transparente, enfraquece o movimento.

“Se não fizesse, nós não estaríamos passando por isso que estamos agora e nós estaríamos muito mais fortalecidos”, desabafou, sugerindo que o foco da direita deveria estar no trabalho realizado, e não em produções cinematográficas.

 

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