Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Críticas viram elogios: Alfredo Nascimento muda de tom sobre Wilson Lima

Líder do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento já acusou o governador Wilson Lima de ser despreparado, mas hoje vê qualidades na gestão estadual.

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(Foto: Reprodução/Assessoria)

Manaus (AM) – O presidente do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, protagoniza mais um dos muitos giros retóricos que a política amazonense conhece bem. Após duras críticas ao governador Wilson Lima (União Brasil) em 2020, o ex-ministro dos Transportes agora adota tom elogioso e sinaliza reaproximação com o chefe do Executivo estadual.

Em entrevista recente, Alfredo surpreendeu ao afirmar: “Há muito não se via um governador que gostasse de gente como o Wilson Lima gosta”. A fala, em tom afável, marca um contraste com as declarações que o próprio líder do PL fazia durante a campanha para a Prefeitura de Manaus, em 2020.

Naquele ano, Alfredo chegou a declarar, em entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio, que “não ia perder o pescoço” e foi ainda mais incisivo ao alertar: “corremos o risco de ter um Wilson Lima no governo e um Wilson Lima na prefeitura”.

À época, o então candidato disse ainda que: “ele (Wilson Lima) não é uma pessoa do mal. O problema é que ele não tem competência, é inexperiente, sem o menor preparo para governar um Estado como o Amazonas”.

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(Fonte: Reprodução/Jornal do Comércio)

A mudança de postura ocorre em meio à reorganização dos blocos políticos locais, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Alfredo, que comanda o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro no Amazonas, parece disposto a rever velhas rusgas em nome da estratégia eleitoral. Wilson Lima, por sua vez, vem buscando fortalecer alianças após anos de embates com setores da oposição.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o gesto de Alfredo não é apenas uma gentileza ocasional, mas parte de um movimento mais amplo de aproximação com o grupo governista.

Afinal, o discurso político no Amazonas é conhecido por sua fluidez — onde adversários de ontem podem muito bem dividir o mesmo palanque amanhã.

Se em 2020 Wilson era, para Alfredo, símbolo de inexperiência e risco administrativo, em 2024 passa a ser descrito como um governador “que gosta de gente”. Será que o eleitor também está disposto a acompanhar essa metamorfose?

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