(Foto: Reprodução /Redes Sociais)
Manaus (AM) – O ex-prefeito de Manaus David Almeida se manifestou nas redes sociais após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu liberdade à ex-chefe de gabinete Anabela Cardoso Freitas, investigada na operação Erga Omnes.
Na publicação, David afirmou que sempre acreditou na inocência da ex-assessora e destacou que a decisão do STJ reforça a ausência de elementos para manutenção da prisão preventiva.
“A verdade sempre prevalece. Foi com esse sentimento que recebi a decisão do Superior Tribunal de Justiça em libertar a Anabella. Sempre defendia sua inocência e o próprio STJ reconheceu que não existe na acusação nenhum elemento que pudesse manter a sua prisão.
Respaldado pelo próprio parecer do Ministério Público do Amazonas que nem ofereceu denúncia. Entregue o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. A justiça foi feita e a Anabella está em casa”, escreveu o ex-prefeito.
Anabela foi presa em fevereiro durante a operação Erga Omnes, que investiga o chamado “núcleo político” da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Amazonas. A decisão que autorizou a liberdade foi assinada nesta quinta-feira (14) pelo ministro Ribeiro Dantas, do STJ.
Apesar da soltura, a ex-servidora continuará respondendo ao processo sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e comparecimento periódico à Justiça.
Segundo o relatório final da Polícia Civil do Amazonas, Anabela deixou de ser investigada por crimes relacionados ao tráfico de drogas, permanecendo indiciada apenas por organização criminosa e lavagem de capitais.
Na decisão, o ministro Ribeiro Dantas entendeu que a prisão preventiva não era mais necessária, destacando que a investigação já foi concluída e que não há indícios de atuação violenta, liderança operacional na organização criminosa ou risco atual às provas do processo.
A defesa de Anabela alegou ausência de elementos concretos para manutenção da prisão e argumentou que ela não teve participação comprovada no chamado “núcleo de interface com a administração pública” investigado na operação.
Outro ponto considerado foi o fato de Anabela ser responsável pelos cuidados de um filho com necessidades especiais, transtornos psiquiátricos e deficiências neuropsicológicas.
O Ministério Público do Amazonas também informou que ainda não apresentou denúncia contra a ex-servidora, afirmando que a investigação não estava suficientemente madura para o oferecimento da acusação formal.
A Justiça do Amazonas deverá definir agora as condições específicas das medidas cautelares impostas à ex-assessora. O STJ alertou que, em caso de descumprimento, a prisão preventiva poderá ser restabelecida.
Confira:
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