Gil Romero e Débora da Silva (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Manaus (AM) – A defesa de Gil Romero Machado Batista, acusado de matar Débora da Silva Alves, em julho de 2023, em Manaus, pediu a anulação da decisão que pronunciou em maio deste ano, além de Gil, José Nilson Azevedo da Silva, a júri popular.
A Justiça do Amazonas decidiu que a dupla deve ser julgada por duplo homicídio qualificado. Débora foi assassinada grávida de oito meses e o bebê era filho de Gil. Na mesma decisão, a Justiça considerou o aborto provocado e a ocultação de cadáver.
Segundo Vilson Benayon, advogado que faz a defesa de Romero, uma troca entre os juízes na audiência de instrução “violou o princípio do juiz natural”.
A defesa também questiona duas qualificadoras que podem aumentar a pena de Gil Romero. Pelo argumento, se trata do “motivo torpe” e a “impossibilidade de defesa da vítima”.
Gil Romero e José Nilson estão presos desde a época do crime e o processo tramita em segredo de Justiça.
Crime
Débora foi encontrada morta em uma área de mata localizada no bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus. Ela foi queimada e teve os pés cortados, além de ser encontrada com um pano no pescoço, o que levou a polícia a acreditar que a jovem tenha sido asfixiada.
Em depoimento à polícia, Gil confessou que retirou a criança da barriga de Débora, já morta, e jogou o corpo no rio. Anteriormente, ele chegou a dizer que o bebê teria sido queimado com a mãe.
Segundo a investigação policial, a mulher desapareceu ao sair de casa para um encontro com Gil Romero, que lhe prometeu dinheiro para auxiliar no enxoval do bebê.
Após as investigações apontarem a participação de Gil, ele foi considerado foragido e, dias depois, foi encontrado e preso em agosto de 2023 no Pará.
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