(Foto Charles Vieira Assessoria)
O deputado federal reeleito pelo Amazonas, Amom Mandel, repudiou publicamente a atitude de Flávio Bolsonaro (PL), que publicou uma carta em que contesta o resultado eleitoral e se declara líder do país.
O documento surgiu na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, após o parlamentar viajar aos Estados Unidos com a família. Ele alegou buscar refúgio contra perseguição política do Judiciário e contra um regime de exceção.
Na primeira versão, divulgada em imagens nas redes sociais e sem apresentação de provas, Flávio afirmou ser o “verdadeiro presidente do Brasil”. Em uma segunda versão, a expressão foi alterada para “líder do Brasil”.
A posição contraria o próprio partido, o PL, que reconheceu o resultado oficial e pediu esclarecimentos à Justiça. Também contrasta com a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral. No texto, Flávio agradeceu aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos. Ele negou fuga e comparou a ida ao exterior ao exílio de figuras históricas.
Diante dos fatos, Amom Mandel se posicionou contra as declarações do colega de Congresso. O deputado amazonense afirmou: “não apoio a iniciativa de Flávio Bolsonaro de se autodeclarar presidente do Brasil”. Em seguida, delimitou a atuação política: “questionar transparência nas eleições, criticar gastos do governo às vésperas do dia D e denunciar abusos no uso da máquina pública são atitudes de uma oposição saudável”.
Por outro lado, o parlamentar criticou os excessos na contestação das urnas. Segundo ele, “alegar fraude nas urnas mesmo tendo participado das vistorias às urnas com antecedência, se autodeclarar presidente e incitar uma guerra civil, por outro lado, não são atitudes aceitáveis para um líder equilibrado e responsável”.
Mandel afirmou que “nenhum deputado federal eleito ou reeleito deveria ficar calado quanto a uma coisa tão grave”. Para ele, a manifestação dos parlamentares é indispensável “nem que seja para, dentre os seus representantes, o povo conhecer quem apoia essas atitudes e quem não apoia”. Ele reforçou que “todos os deputados federais eleitos (no meu Estado e em qualquer outro) deveriam se pronunciar sobre o caso para rechaçar essa atitude”.
Para concretizar a cobrança, Mandel convocou os cidadãos a pressionarem os congressistas. Em apelo direto, pediu: “sendo meu eleitor ou não, peço que você me ajude a cobrar cada um dos deputados federais do Brasil para que se pronunciem a respeito disso”. O parlamentar orientou o público a marcar os eleitos nos comentários, compartilhar mensagens e manter as cobranças até que 100% do Congresso eleito em 2026 se manifeste.
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