Manaus, 12 de junho de 2024
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Cenário

Deputados do AM no GT da Reforma Tributária silenciam sobre segurança da ZFM

No dia 24 de maio, Wilson Lima mostrou-se preocupado com a falta de acesso sobre o que vem sendo definido no GT da Câmara.

Deputados do AM no GT da Reforma Tributária silenciam sobre segurança da ZFM

Adail Filho, Saullo Vianna e Sidney Leite compõem o GT (Foto: Redes Sociais)

Brasília (DF) – Dois dias após o governador do Amazonas, Wilson Lima (União-AM), afirmar no Fórum de Governadores em Brasília, que ainda não sabe quais serão os benefícios da Zona Franca de Manaus na proposta de Reforma Tributária em discussão na Câmara dos Deputados, os parlamentares do estado que compõe o grupo de trabalho sobre a proposta fiscal sequer se manifestaram.

Nas redes sociais, Adail Filho (Republicanos-AM), Saullo Vianna (União-AM) e Sidney Leite (PSD), que compõem o GT, chegaram a posar em fotos e vídeos ao lado das autoridades no evento de governadores, mas silenciaram sobre os questionamentos de Wilson Lima.

Procuradas pela reportagem, as respectivas assessorias de Sidney Leite e Saullo Vianna ficaram de retornar com os posicionamentos dos políticos após a fala do governador do Amazonas, entretanto, não houve retorno. Já a assessoria de Adail Filho, sequer recebeu a mensagem da equipe.

Conforme divulgado pela AAM, no dia 24 de maio, Wilson Lima mostrou-se preocupado com a falta de acesso sobre o que vem sendo definido no GT da Câmara, e afirmou que a ausência de informações engessa os chefes de Estado de terem um ponto de partida nas propostas.

“Ainda não temos um texto para avaliar e saber como será a reforma tributária para o Brasil e de que forma os estados podem fazer suas propostas e se posicionarem a favor ou contra, para ver que pontos devem ser alterados para evitar a questão das perdas”, disse o governador, que ainda ressaltou que um dos pontos mais importantes da reforma é sobre a escolha do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que dependo sobre qual modelo for definido, se IVA único ou IVA dual, a Zona Franca pode ser, segundo ele, “morta”.

“Existem algumas falas proferidas pela comissão sobre a possibilidade de um IVA único ou um IVA dual. O IVA que pressupõe o que hoje é a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no destino e não na origem, e isso fere de morte a Zona Franca de Manaus, porque o estado hoje tem uma arrecadação em torno de 45% de ICMS, resultado da atividade industrial no Amazonas”, ressaltou o chefe de estado em declaração à imprensa na última quarta-feira (24).

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