(Foto: Divulgação/Assessoria Marcelor Ramos)
Manaus (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos criticou duramente a gestão da educação no Amazonas após o estado terminar em último lugar no Enem entre os 27 estados da federação. Segundo Ramos, o desempenho refletiu não apenas uma tragédia para os estudantes, mas também o desperdício e mau uso do dinheiro público pelo governo Wilson Lima e pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM).
Em pronunciamento, Ramos afirmou que R$ 428 milhões foram gastos em apostilas, consultorias, simulados e plataformas digitais, mas o resultado foi catastrófico. “Dinheiro público indo para empresários, jatos e roubalheira, enquanto nossos alunos continuam na lanterna do Enem. Isso é inaceitável!”, disse o ex-deputado, exigindo investigação e auditoria completa sobre os contratos da Seduc.
O ex-parlamentar utilizou informações públicas divulgadas em matérias exclusivas do Portal AM1, que analisaram detalhadamente os gastos do governo estadual. Ramos destacou que, das 50 escolas amazonenses com melhor desempenho no Enem, apenas seis pertencem à rede estadual, enquanto 42 são privadas. “Sem a rede privada, o desastre seria ainda maior. A Seduc gasta bilhões e entrega resultados pífios”, disse.
Marcelo Ramos também criticou a secretária de Educação, que tentou justificar o resultado alegando que a participação de alunos da rede privada teria distorcido o ranking. “Além de incompetente, a secretária mostra total desinformação. O fracasso da gestão é evidente”, acrescentou.
O ex-deputado concluiu alertando que a situação exige uma investigação policial profunda, já que os recursos da Seduc não estão sendo aplicados para melhorar a educação. “Se investigarmos a fundo, não vai sobrar pena ou sobrepena para os responsáveis”, completou Ramos, destacando o risco de enriquecimento ilícito de empresários às custas da educação pública.
O episódio reforça a percepção de que a educação no Amazonas sofre com gestão precária, falta de transparência e má utilização de recursos públicos, enquanto a juventude do estado paga o preço mais alto pelo fracasso das políticas educacionais.
Assista ao pronunciamento de Marcelo Ramos:
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