Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Do ‘sem anistia’ ao ‘sem anestesia’: vereador ironiza protesto da esquerda em Manaus

Capitão Carpê debocha de manifestação contra o PL da Dosimetria e chama erro de palavra de “resumo da alienação”.

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(Fotos: Divulgação/Assessoria/Divulgação/Instagram @zericardoam)

Manaus (AM) – O vereador da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Capitão Carpê (PL-AM), usou as redes sociais para ironizar uma manifestação realizada no domingo (14/12), na capital amazonense, contra o Projeto de Lei da Dosimetria.

O parlamentar publicou um vídeo em que manifestantes favoráveis ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores (PT-AM), se confundem ao entoar palavras durante o ato.

Nas imagens, em vez de gritarem “Sem anistia”, parte dos participantes diz “Sem anestesia”. Ao comentar o episódio, Carpê afirmou sentir “vergonha alheia”.

Em uma das postagens, o vereador escreveu: “Sem anestesia, esquerdistas vão às ruas em Manaus e se confundem com o motivo do protesto”. Em seguida, acrescentou na legenda: “Se jogar uma carteira de trabalho aí… Hoje alguns esquerdistas de Manaus foram pra rua pedir ‘sem anestesia’, um claro resumo da alienação completa dessa galera. Vergonha alheia!”.

Usando um tom de deboche, Capitão Carpê ainda comentou em sua própria postagem que “sem anestesia deve doer”.

Confira

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Entenda o protesto

Os manifestantes protestaram na manhã de domingo (14/12) na avenida Getúlio Vargas, no Centro de Manaus, contra o Projeto de Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. A proposta pode beneficiar envolvidos nos atos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 10, com 291 votos favoráveis e 148 contrários, e segue agora para análise do Senado Federal. Em Manaus, o ato foi convocado pela União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM) e também divulgado pela União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas (UES-AM), que criticam a medida e a classificam como uma nova forma de blindagem política.

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