Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Eduardo Braga apresenta projeto para garantir transparência em ONGs financiadas por recursos estrangeiros

Projeto cria regras de transparência para entidades que atuam na influência de políticas públicas e recebem mais de R$ 200 mil anuais de fontes estrangeiras.

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(Foto: Divulgação /Assessoria)

Manaus (AM) – O senador Eduardo Braga (MDB-AM) apresentou um projeto de lei que pretende estabelecer um rigoroso regime de publicidade e rastreabilidade para ONGs e entidades do terceiro setor que recebem vultosos recursos do exterior para atuar no debate nacional. O Projeto de Lei nº 2267 de 2026, protocolado nesta quinta-feira (07/05), institui a Lei de Transparência das Organizações de Influência Pública (LTOIP)

A proposta foca nas chamadas Organizações de Influência Pública (OIPs), que englobam associações, fundações e institutos que buscam, de forma habitual, influenciar a formulação de leis, atos administrativos ou decisões judiciais.

A regra principal é: qualquer entidade que receba R$ 200.000 ou mais por ano de fontes estrangeiras — sejam governos, ONGs internacionais ou empresas multinacionais — deverá se submeter ao novo escrutínio.
Um dos pilares da proposta é a transparência nominal. As organizações deverão manter um “Portal de Transparência” detalhando, mês a mês, o nome e o CPF ou CNPJ de todos os seus financiadores e, crucialmente, de todos os beneficiários de seus pagamentos.

Além disso, o projeto exige que essas entidades contratem auditorias externas independentes, registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para validar a destinação dos recursos.

Outro ponto inovador é a criação do Selo de Transparência de Financiamento. Todo estudo, nota técnica ou postagem em rede social produzido com verba externa deverá conter um aviso ostensivo: “MATERIAL PRODUZIDO COM FINANCIAMENTO ESTRANGEIRO”.

Na justificativa do projeto, o Braga destaca que a opacidade financeira pode esconder interesses geopolíticos que afetam o desenvolvimento brasileiro . Ele cita o caso emblemático da rodovia BR-319, no Amazonas, onde ações judiciais de redes de ONGs, financiadas por fontes desconhecidas do grande público, paralisaram obras de infraestrutura vitais para a região.

Ao defender seu projeto, Braga ressalta que o cidadão precisa saber quem financia as pressões políticas no país. “Este projeto não presume má-fé. Não proíbe o recebimento de recursos estrangeiros. Não restringe a liberdade de associação. Exige apenas que o cidadão brasileiro saiba quem financia o debate público em seu País. Soberania sem transparência é ficção “.

Isonomia com a classe política

O senador argumenta que a lei busca uma “equivalência de escrutínio”. Atualmente, candidatos a cargos eletivos e partidos políticos já são obrigados a declarar cada centavo recebido e gasto com identificação nominal.

Para Braga, se uma entidade privada busca moldar o Estado e influenciar a vida coletiva, ela deve se submeter ao mesmo rigor de transparência exigido de qualquer agente público ou político.

O descumprimento das regras pode acarretar multas pesadas, suspensão de qualificações como Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e até o impedimento de atuar em processos judiciais contra atos do Poder Público . O projeto segue agora para análise das comissões do Senado Federal.

(*) Com informações da Assessoria

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