Vereador está sendo investigado pelo Ministério Público do Amazonas (Foto: CMM/ Divulgação)
Manaus (AM) – O vereador Elan Alencar disse ao Portal AM1 que irá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da decisão da Justiça Eleitoral da 62ª Zona Eleitoral de Manaus que julgou procedente, nessa segunda-feira (30), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apurava fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024, envolvendo o partido Democracia Cristã (DC).
Com a sentença feita pela Justiça Eleitoral, de a nulidade dos votos recebidos pelo partido, a cassação dos registros e diplomas dos candidatos vinculados à chapa proporcional e a inelegibilidade de Joana Cristina França da Costa, apontada como figura central da fraude, Elan Alencar tem seu mandato cassado for fraudes eleitorais.
Procurado pela equipe de reportagem do Portal AM1, o vereador afirmou que irá recorrer a decisão e disse que não há nada de errado com sua candidatura e sim erros cometidos pelo partido.
“Minhas prestações de contas estão todas corretas, foi um erro do partido, tanto que a sentença se refere as condutas do partido. Irei recorrer a decisão”, declarou Elan através de sua assessoria de imprensa.
Entenda o caso
A ação foi movida pelo Diretório Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pelos ex-vereadores Glória Carratte (PSB) e Elissandro Bessa, e o vereador Marcelos Serafim, com base na suposta inclusão de uma candidatura feminina fictícia pelo DC, com o único objetivo de cumprir artificialmente a exigência legal de no mínimo 30% de candidaturas de cada gênero, conforme prevê a Lei nº 9.504/1997.
Segundo os autos, Joana Cristina França da Costa teve sua candidatura indeferida por apresentar uma série de irregularidades: não possuía quitação eleitoral, não era filiada ao partido, e não apresentou documentos obrigatórios, como certidões criminais e comprovação de alfabetização.
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