Manaus, 4 de outubro de 2026
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Manaus, 4 de outubro de 2026

Cenário

Eleições 2026: Aleam pode ter a menor renovação em 24 anos

Projeção indica manutenção de até 20 dos atuais deputados e espaço reduzido para novos nomes na Assembleia.

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Aleam. (Foto: Alberto César Araújo/Aleam)

Manaus (AM) – A eleição de 2026 pode produzir uma das menores renovações da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) das últimas décadas. Uma análise do pesquisador e publicitário Durango Duarte aponta para a possibilidade de até 20 dos atuais 24 deputados estaduais permanecerem na Casa na próxima legislatura.

O cenário, caso confirmado pelas urnas, representaria uma renovação concentrada principalmente nas cadeiras deixadas por parlamentares que decidiram disputar outros cargos.

A Aleam possui 24 vagas. Na leitura apresentada por Durango, quatro dos atuais deputados não entram na disputa pela permanência no Legislativo estadual, abrindo espaço para novos nomes.

Entre os casos está Roberto Cidade, que disputa o Governo do Amazonas. A análise proporcional considera ainda a composição das chapas, o quociente eleitoral, o desempenho individual dos candidatos e a distribuição das sobras.

Mandato cria vantagem na disputa

A baixa renovação é relacionada, na análise, à estrutura que os parlamentares já possuem para disputar a eleição.

Quem ocupa uma cadeira na Assembleia chega ao período eleitoral com uma estrutura política e institucional construída ao longo do mandato, incluindo atuação junto às bases municipais, equipe parlamentar e acesso a recursos previstos no orçamento.

Entre os mecanismos que entram nesse contexto estão as emendas parlamentares, utilizadas para destinar recursos a municípios e outras áreas; a estrutura dos gabinetes; além de recursos destinados ao funcionamento da atividade parlamentar e deslocamentos pelo interior.

Esse conjunto de fatores cria uma diferença de estrutura entre quem já exerce mandato e candidatos que tentam conquistar uma cadeira pela primeira vez.

Novos nomes disputam poucas portas de entrada

Com quatro cadeiras liberadas pela saída de parlamentares para outras disputas, a entrada de novos nomes na Assembleia dependeria também da capacidade das chapas de alcançar votação suficiente para conquistar vagas.

O sistema proporcional não considera apenas a votação individual. Os votos obtidos pelos candidatos são somados aos votos de legenda para determinar o desempenho de cada partido ou federação na distribuição das cadeiras. Depois, entram os cálculos de quociente eleitoral, quociente partidário e distribuição das sobras.

Na simulação apresentada por Durango, o quociente eleitoral para a Aleam é estimado em 86.922 votos. O próprio analista ressalta que o cenário ainda pode sofrer alterações, principalmente porque uma parcela dos eleitores ainda não teria definido seus votos para deputado estadual.

Uma Assembleia com pouca renovação

Se a projeção se confirmar, a próxima legislatura começará com uma característica incomum: a permanência da maior parte dos atuais deputados, reduzindo significativamente o espaço para novos parlamentares.

A análise ganha relevância porque a Aleam tem 24 cadeiras e a mudança na composição da Casa depende não apenas da votação dos candidatos, mas também do desempenho coletivo de partidos e federações.

Assim, a eleição pode colocar em lados opostos duas forças: a estrutura acumulada por quem já está no poder e a tentativa de novos candidatos de romper uma composição parlamentar formada ao longo de quatro anos.

A projeção, entretanto, não representa resultado eleitoral. A definição da nova composição da Aleam dependerá dos votos válidos e dos cálculos oficiais após a apuração de 4 de outubro.

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