Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Em culto evangélico, Alberto Neto promete prosperidade mas é cobrado por votações que prejudicam trabalhadores

Discurso de campanha dentro de igreja expõe contradições do deputado, que já apoiou PECs contra direitos trabalhistas.

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(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – O deputado federal Alberto Neto (PL) voltou a misturar religião e política ao subir em um púlpito de uma igreja evangélica para fazer um discurso em tom claro de campanha. Diante dos fiéis, o parlamentar afirmou que seu projeto para o Amazonas é devolver a prosperidade ao povo e prometeu coragem caso chegue ao Senado.

A fala, no entanto, virou alvo de críticas nas redes sociais pela contradição entre o que o deputado diz e o que de fato vota em Brasília.

Em seu discurso, Alberto afirmou não ter um projeto de poder, mas sim de prosperidade para as famílias do estado.

“Nós não temos um projeto de poder, mas de prosperidade para o povo do amazonas, nos querer vê a nossa gente crescer, e podem ter certeza que vocês terão um senador em Brasília de coragem e que vai brigar contra esse sistema”, disse.

https://www.instagram.com/reel/DR8W6Irjc_T/?igsh=MXQ2ZmRja2pqN2xoYg==

Nos comentários, internautas lembraram que Alberto Neto foi o único parlamentar do Amazonas a assinar a PEC que tenta extinguir o Ministério do Trabalho e a Justiça do Trabalho no Brasil, duas instituições fundamentais para garantir mediação, fiscalização e proteção ao trabalhador. O gesto foi visto como incompatível com o discurso de prosperidade que ele tenta vender.

Nos comentários, uma internauta foi direta ao apontar a hipocrisia:

“Votou na PEC pra acabar com a justiça do trabalho e tá fingindo que está do nosso lado”

Outra seguidora questionou o discurso de prosperidade:

“Prosperar com o fim do Ministério do Trabalho que você votou pra extinguir? Não estou entendendo”.

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E essa não foi a única vez que Alberto Neto ignora pautas relaciona ao trabalhador brasileiro. Em 2024, o deputado também se recusou a apoiar a PEC que buscava acabar com a escala 6×1, uma das jornadas mais desgastantes e criticadas por categorias que trabalham sem folga semanal adequada.

A fala de Alberto Neto acabou revelando o abismo entre o que o deputado prega diante de um púlpito e o que pratica no Congresso.

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