Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Enquanto PT-AM repudia ofensiva dos EUA, vereador Carpê diz que ‘a esquerda valoriza mais o petróleo do que a liberdade’

As declarações opostas expõem polarização sobre soberania e interesses econômicos.

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PT-AM (Foto: Reprodução/Instagram @pt13am) Foto: Capitão Carpê (Foto: Divulgação/Assessoria) Protesto na Venezuela (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Manaus (AM) – A crise política e militar envolvendo a Venezuela e os Estados Unidos gerou reações opostas no cenário político amazonense. Enquanto o Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT-AM) divulgou nota oficial repudiando a ofensiva militar norte-americana e defendendo a soberania venezuelana, o vereador da Câmara Municipal de Manaus (CMM) Capitão Carpê fez duras críticas à esquerda, afirmando que o grupo ideológico estaria mais preocupado com interesses econômicos do que com a liberdade do povo venezuelano.

Em declaração em suas redes sociais, Carpê classificou como “hipocrisia e cinismo” a postura de setores da esquerda diante do cenário internacional. Segundo o vereador, o discurso crítico aos Estados Unidos ignora questões internas graves envolvendo corrupção e desvios de recursos.

“Para a esquerda, parece que a liberdade vale menos que o petróleo. Se o preço da liberdade é deixar explorarem o petróleo deles, certamente estão mais do que de acordo”, afirmou.

O parlamentar também questionou a seletividade das cobranças feitas, citando escândalos nacionais e internacionais. Carpê mencionou, por exemplo, desvios bilionários ligados ao INSS, o caso envolvendo o Banco Master e o interesse da China na exploração de riquezas naturais do Brasil, apontando que tais temas não recebem a mesma atenção.

Veja:

Já o PT-AM adotou um tom institucional e alinhado à política externa do governo federal. Em nota, o partido condenou a escalada militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que a ação gera impactos diretos para o Brasil, especialmente em áreas estratégicas como soberania energética, terras raras e proteção do petróleo nacional.

Segundo o partido, além de violar o direito internacional, o conflito amplia a instabilidade regional, pressiona preços, afeta cadeias produtivas e eleva riscos geopolíticos no entorno brasileiro.

O PT-AM também destacou que bombardeios em território venezuelano e a tentativa de deter o presidente Nicolás Maduro configuram uma afronta à soberania de um país latino-americano.

A legenda reforçou ainda a defesa do diálogo, do multilateralismo e da cooperação entre as nações, rejeitando o uso da força como instrumento de resolução de conflitos. O partido declarou apoio à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) e à tradição diplomática brasileira de condenação a intervenções militares.

Confira:

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