Manaus, 1 de outubro de 2026
×
Manaus, 1 de outubro de 2026

Cenário

Entenda a regra eleitoral que pode fazer o PL perder vaga mesmo com votação recorde de Salazar

Nas pesquisas e levantamentos internos, Alfredo Nascimento oscila entre 40 mil e 45 mil votos (tendo registrado 44 mil na última eleição), o que o deixa de fora da segunda vaga.

PL - Sargento Salazar. (Foto-montagem: Divulgação/Assessoria-Divulgação/CMM)

Manaus (AM) – O Partido Liberal (PL) vivencia um cenário paradoxal na disputa pelas oito vagas do Amazonas na Câmara dos Deputados. De um lado, o candidato Sargento Salazar consolida-se como um dos grandes puxadores de votos do estado, com projeção de alcançar cerca de 250 mil votos nas urnas.

Por outro, o ex-ministro e ex-senador Alfredo Nascimento corre o risco de não conseguir assumir a segunda cadeira da legenda devido a uma trava específica da legislação eleitoral. A lei eleitoral exige que, para ocupar uma vaga via quociente partidário ou distribuição de sobras, não basta que o partido acumule votos suficientes no total.

Cada candidato precisa alcançar, individualmente, uma votação mínima equivalente a 20% do quociente eleitoral do estado. No Amazonas, o quociente eleitoral para deputado federal está estimado em aproximadamente 261 mil votos (especificamente 261.875).

Dessa forma, qualquer nome do partido precisa obter pelo menos 52.375 votos nominais para ter direito a ocupar a cadeira obtida pela legenda.

O impasse de Alfredo Nascimento e a ameaça das sobras

A expressiva votação prevista para o Sargento Salazar garante ao PL votos de legenda suficientes para eleger dois deputados federais. Contudo, a efetivação da segunda vaga depende de Alfredo Nascimento atingir a nota de corte individual.

Nas pesquisas e levantamentos internos, Alfredo Nascimento oscila entre 40 mil e 45 mil votos (tendo registrado 44 mil na última eleição). Se ele chegar ao dia da votação e fizer, por exemplo, 51 mil votos, ficará abaixo da exigência de 52,3 mil votos e estará legalmente impedido de assumir o mandato. O mesmo obstáculo se aplica ao Coronel Rosses, que também disputava a posição.

Caso nenhum segundo candidato do PL alcance a cláusula de desempenho individual, a segunda vaga garantida pelo partido é anulada para a legenda e entra no cálculo geral de sobras, sendo repassada para adversários de outros grupos — como o União / Progressistas, o MDB ou o Republicanos.

LEIA MAIS: