Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Entre gratidão e fé, Dom Leonardo Steiner se despede da Arquidiocese de Manaus

Primeiro cardeal da Amazônia brasileira entregou ao Papa sua carta de renúncia e agradeceu aos fiéis pelos anos de missão.

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(Foto: Divulgação/ Arquidiocese de Manaus)

Manaus (AM) – O cardeal da Amazônia e arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner, anunciou neste domingo (9) que entregou ao Papa sua carta de renúncia ao governo da Arquidiocese de Manaus, conforme determina o Código de Direito Canônico. O anúncio foi feito durante missa na Catedral Metropolitana, em celebração marcada por homenagens e emoção.

Dom Leonardo completou 75 anos na última quinta-feira (6). De acordo com as normas da Igreja Católica, todo bispo que atinge essa idade deve encaminhar ao pontífice o pedido formal de afastamento. A decisão, porém, não é imediata, cabe ao Papa definir se aceita a renúncia ou se solicita que o arcebispo permaneça no cargo por mais um período.

“Eu apresentei a carta ao Papa, como é de obrigação. Agora, vamos aguardar e ver o que vem. Mas quero dizer que sou muito grato a Deus por esse período à frente da arquidiocese e pela colaboração de cada um de vocês”, declarou o arcebispo, sendo aplaudido pelos fiéis.

A celebração deste domingo teve caráter especial, sendo uma missa de ação de graças pela vida de Dom Leonardo, reunindo a comunidade católica em um momento de gratidão e orações.

Natural de Santa Catarina, nascido em 1950, Dom Leonardo ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972 e foi ordenado padre em 1978 por seu primo, o cardeal Paulo Evaristo Arns. Doutor em Filosofia pelo Pontifício Ateneu Antoniano, em Roma, construiu sólida carreira acadêmica e pastoral.

Ao longo da trajetória, foi bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 2019, foi nomeado arcebispo de Manaus pelo Papa Francisco e, em 2022, tornou-se o primeiro cardeal da Amazônia brasileira.

Em 2023, Dom Leonardo também assumiu a presidência do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), reforçando seu compromisso com as causas sociais e a defesa dos povos indígenas.

Desde que assumiu a Arquidiocese de Manaus, o cardeal tem se destacado como voz ativa na proteção da Amazônia e na promoção de ações pastorais voltadas às comunidades da região. A missa deste domingo evidenciou o carinho e a gratidão da comunidade católica, que reconhece sua liderança e dedicação.

Agora, a Arquidiocese de Manaus aguarda a decisão do Papa sobre a permanência ou substituição do arcebispo, figura central na Igreja Católica da Amazônia.

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