Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Escola de samba e entidades se manifestam sobre agressão a jornalista após apuração do Carnaval

Após denúncia feita pelo jornalista, escola afirmou não ter vínculo com o episódio, enquanto entidades da categoria reforçaram que violência contra comunicadores fere a democracia.

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(Foto: Reprodução/Vídeo/Instagram @leofierro)

Manaus (AM) – Após o jornalista e diretor de comunicação da Liga Independente das Escolas de Samba do Amazonas (Liesa/AM), Leonardo Fierro expor, em suas redes sociais, ser vítima de tentativa de homicídio, após homens quebrarem uma garrafa para feri-lo na residência da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, da qual ele é sócio, na última segunda-feira (16), a Escola de Samba divulgou nota de esclarecimento após a repercussão do caso registrado nas dependências da quadra da agremiação, logo após a apuração das notas do Grupo Especial do Carnaval.

No texto publicado na sexta-feira (20), a instituição classificou como “injusta e irresponsável” a associação de conflitos pessoais ao nome da escola, destacando sua trajetória, tradição e compromisso com a cultura e a paz social. A diretoria informou que não possui qualquer envolvimento com a agressão contra Leonardo Fierro, nem com qualquer situação envolvendo o presidente Rangel Reis.

A agremiação também esclareceu declarações feitas pelo presidente de honra João Tomé em frente à quadra. De acordo com a nota, ele comentou o momento vivido pela escola e mencionou a falta de apoio de integrantes que teriam se afastado por decisão própria. A diretoria ressaltou que não houve discurso de ódio na manifestação.

“As declarações ocorreram no âmbito interno e democrático da assembleia, como opinião sobre o desempenho e os acontecimentos relacionados ao resultado final, sem qualquer relação ou incentivo a atos de violência, nem vínculo com o lamentável episódio posterior” diz um trecho da nota.

Também foi esclarecido que mantém relação de respeito com a comunidade, componentes, torcedores e visitantes, e que nunca houve impedimento de acesso às dependências da escola, desde que de forma ordeira e respeitosa.

Por fim, a agremiação declarou que não compactua com brigas, agressões ou qualquer tipo de violência, repudiando atitudes contrárias aos princípios do respeito, diálogo e convivência harmoniosa, e reafirmando o compromisso de promover cultura, alegria e união.

Além da nota divulgada pela Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) e a Federação Nacional dos Jornalistas também se manifestaram sobre o caso. Em nota de repúdio conjunta, publicada na quarta-feira (19), as entidades repudiaram o atentado contra a integridade física e a liberdade de exercício profissional do jornalista Leonardo Fierro.

De acordo com o relato, a nota esclareceu um pouco do ocorrido em que Fierro teria sido abordado por Fabrício Nascimento, conhecido como “Calcinha”, que o agrediu com um soco no peito sob a acusação de que o jornalista teria “prejudicado” a agremiação. Ainda conforme a nota, o agressor, acompanhado de outros dois homens, estaria armado com uma garrafa quebrada e objetos cortantes, e a situação só não teve consequências mais graves após a intervenção de terceiros.

As entidades informaram que, conforme Boletim de Ocorrência, o jornalista atribuiu o episódio a discursos feitos por dirigentes da escola após o resultado da apuração, os quais teriam direcionado críticas à atuação da imprensa. O SINJOR/AM e a FENAJ destacaram que a violência contra comunicadores representa afronta à democracia e cobraram apuração rigorosa por parte das autoridades competentes.

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