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Reunião entre Bolsonaro e F-1 adia agenda de Doria com a categoria

O encontro previsto para as 16h desta segunda-feira (24), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, acabou adiado para terça (25), às 13h30.

Uma reunião do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com representantes da F-1 e do Grande Prêmio do Brasil foi adiada após o diretor executivo da categoria, Chase Carey, e a diretora comercial, Chloe Targett-Adams, marcarem outra agenda, esta em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

O encontro previsto para as 16h desta segunda-feira (24), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, acabou adiado para terça (25), às 13h30. Já a reunião no Palácio do Planalto está marcada para as 15h desta segunda.

(Foto: Divulgação)

São Paulo e Rio de Janeiro travam uma disputa para sediar o GP da F-1 no Brasil a partir de 2021. Até o ano que vem, a prova está garantida por contrato no autódromo de Interlagos, na capital paulista.

Em maio, Bolsonaro assinou um termo de cooperação com o objetivo de levar as provas de F-1 para o Rio, em um autódromo que ainda precisa ser construído, na região de Deodoro, zona oeste da cidade.

No dia 20 de maio, o único grupo a mostrar interesse no negócio, o consórcio Rio Motorsports, foi anunciado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como vencedor da licitação para construção e operação por 35 anos do circuito.

O projeto de construção do autódromo está orçado em R$ 697 milhões e prevê uma pista de 5.835 m projetada pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, autor dos desenhos de circuitos como os de Xangai, na China, e Sepang, na Malásia. A capacidade de público será de 130 mil pessoas.

A concessionária diz que o prazo de construção pode chegar a 17 meses, mas que “em um cenário otimista” poderá reduzir para 14 meses.

Ao anunciar o vencedor, a prefeitura afirmou que foi “dada a largada para Rio de Janeiro ter de volta a emoção de sediar um GP de F-1”.

A construção, porém, é contestada em aspectos ambientais, já que pode resultar na derrubada de cerca de 180 mil das 200 mil árvores espalhadas pela floresta do Camboatá.

A área total da floresta é de 201 hectares. Desses, 169 hectares comportam vegetação arbórea segundo relatório realizado pela Diretoria de Pesquisas Científicas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Boa parte dessa área seria afetada pela construção do circuito.

Já Doria e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), também têm se articulado para que a cidade não perca um dos seus eventos mais atrativos comercialmente.

O governador disse que, no ano passado, os três dias de GP em Interlagos geraram 10 mil empregos e cada turista gastou, em média, R$ 3.000 durante o fim de semana de provas.

“Os hotéis registraram 97% de ocupação, e o público é composto por 77% de turistas dos países vizinhos, da Europa, África do Sul”, afirmou.

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Segundo a SPTuris, a última corrida movimentou cerca de R$ 334 milhões com o turismo, um crescimento de 19,2% frente aos R$ 280 milhões registrados em 2017. O valor é superior ao Carnaval, com R$ 220 milhões, e a Parada do Orgulho LGBT, com R$ 288 milhões.

Levantamento do jornal Folha de S.Paulo, com base em informações de contratos publicados no Diário Oficial e também por jornais da época, mostrou que o autódromo de Interlagos recebeu investimento público de ao menos R$ 830 milhões (em valores corrigidos pela inflação) ao longo dos últimos 29 anos em que sediou o GP Brasil.

 

(*) Com informações da Folhapress

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