Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Ex-desembargador condenado por estupro da neta obtém prisão domiciliar

Decisão da Justiça do Amazonas permitiu que Rafael Romano cumpra em casa pena fixada em 45 anos.

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(Foto: Divulgação /TJAM)

Manaus (AM) – Condenado a 45 anos de prisão por estupro de vulnerável, o ex-desembargador aposentado Rafael de Araujo Romano passou a cumprir pena em regime domiciliar a partir desta terça-feira (31), por decisão da Justiça do Amazonas. A informação foi confirmada pela defesa do réu.

Romano havia se entregado à polícia no último dia 20 de março, em Manaus, para iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. Até então, ele permanecia sob custódia no sistema prisional. A condenação foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal.

Com a nova decisão judicial, o ex-magistrado deixa a unidade prisional e passa a cumprir a pena em casa, sob condições que não foram detalhadas publicamente. A defesa também não informou quais argumentos embasaram a concessão da prisão domiciliar.

Crime e investigação

De acordo com as investigações, os abusos ocorreram entre 2009 e 2016, período em que a vítima ainda era menor de idade. Romano é avô paterno da jovem.

O caso veio à tona em 2018, quando a vítima relatou os fatos à mãe, que procurou o Ministério Público. Em entrevista concedida à imprensa na época, a mãe descreveu o impacto da revelação e afirmou ter tomado conhecimento da situação durante uma visita hospitalar.

Após a denúncia, o caso foi investigado e resultou na condenação do ex-desembargador, posteriormente confirmada em instâncias superiores.

Argumentos da defesa

A defesa sustenta que há irregularidades no processo, especialmente quanto à execução da pena. Segundo os advogados, ainda existem recursos pendentes no STF, o que, na avaliação deles, impediria o trânsito em julgado definitivo da condenação.

Os advogados também destacaram o estado de saúde do réu, de 80 anos. De acordo com a defesa, Romano apresenta histórico de AVC, problemas neurológicos, cardiopatia e perda significativa da visão, fatores que teriam sido considerados na decisão que autorizou a prisão domiciliar.

Por fim, a defesa afirmou confiar na Justiça e informou que busca a revisão da decisão, com o objetivo de “restabelecer a legalidade” no andamento do processo.