Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Feminicídio em Porto Velho: Professora de Direito é assassinada a facadas por aluno em faculdade

Crime ocorreu dentro de faculdade particular; suspeito alegou envolvimento amoroso com a vítima e foi preso em flagrante.

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Juliana Santiago, vítima e João Junior, suspeito (Foto Reprodução Redes Sociais)

Manaus (AM) – A professora de Direito Juliana Santiago foi morta a facadas pelo próprio aluno, João Junior, dentro de uma faculdade particular de Porto Velho, na noite de sexta-feira (6). Segundo relatos à polícia, o crime ocorreu com a própria faca que Juliana havia dado ao estudante um dia antes, junto com um doce de amendoim.

De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana foi atingida na região torácica, sofrendo duas perfurações nos seios e uma laceração no braço direito. A arma utilizada no ataque foi encontrada na sala de aula e apreendida pela polícia.

Imagens gravadas no momento do crime mostram a professora ainda com vida, cercada por alunos. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao pronto-socorro do Hospital João Paulo II.

O suspeito alegou em depoimento que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e ficou “emocionalmente abalado” ao perceber o afastamento dela e ao descobrir que ela havia retomado contato com um ex-companheiro. Ele afirmou que esperou estar sozinho com Juliana para discutir a relação, mas, tomado por “intensa raiva”, desferiu diversas facadas contra a professora antes de tentar fugir.

A tentativa de fuga foi impedida por um aluno que também é policial militar. Ele relatou ter ouvido gritos e cadeiras sendo quebradas em uma sala ao lado. Ao sair, encontrou a professora ferida e o suspeito tentando escapar. O policial contido o autor do crime e deu voz de prisão.

A Polícia Militar informou que a forma como o crime foi cometido indica premeditação. João Junior foi preso em flagrante, e sua defesa optou por não se pronunciar até o momento.

O caso está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil. Celulares estão sendo analisados e testemunhas serão ouvidas para esclarecer as circunstâncias do crime.

Em consequência do ocorrido, a faculdade suspendeu as aulas para prestar apoio psicológico a alunos e funcionários.

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