Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

‘Fenômeno de desinformação’, diz senador sobre pesquisas eleitorais

"É um projeto para gerar um certo temor em institutos que se prestam a trabalhos fraudulentos," diz cientista político.

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(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Brasília (DF) – Um projeto que puni pesquisas eleitorais realizadas nos sete dias que antecedem as eleições com previsões muito diferentes do resultado das urnas, está sendo discutida no Senado Federal.

A proposta é do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e foi protocolada após o primeiro turno das eleições municipais deste ano.

Em Manaus, as últimas pesquisas apontavam um empate técnico entre três candidatos no segundo lugar, Roberto Cidade (União Brasil), Amom Mandel (Cidadania) e Capitão Alberto Neto (PL).

Entretanto, o que teria ocasionado a não ida de Cidade para o 2º turno pode estar relacionado a conversas gravadas entre membros da alta cúpula de segurança do estado que estaria tramando interferências em favor de candidatos nas cidades de Manaus e Parintins, importantes colégios eleitorais do Amazonas.

Apenas a pesquisa Quast, publicada no dia 5 de outubro, revelou o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) como elegível para o segundo turno das eleições municipais contra o atual prefeito da capital, David Almeida (Avante).

Para o criador do PL 3.916/2024, as pesquisas mal conduzidas podem resultar em “um grave fenômeno de desinformação”, influenciando de forma indevida o eleitorado.

“Eleitores indecisos, ou mesmo aqueles que já possuem uma preferência definida, podem optar pela estratégia do voto útil, acreditando em falsas informações,” alertou Nogueira.

Nogueira afirma que pesquisas mal conduzidas podem prejudicar a credibilidade do processo eleitoral - Foto (Reprodução/ Arquivo Senado)

Nogueira afirma que pesquisas mal conduzidas podem prejudicar a credibilidade do processo eleitoral – Foto (Reprodução/ Arquivo Senado) 

Pesquisa eleitoral é um ‘retrato do momento’

O presidente da Action, Afrânio Soares, destacou ao Portal AM1 que a pesquisa eleitoral é um retrato do momento e possui 95% de confiabilidade. Para ele, a proposta do Senado precisa considerar os pontos percentuais e diferenciar o que seria punido fora dessa margem.

 

“É preciso considerar que a margem de erro pode ocilar em até três pontos percentuais para mais ou para menos, ou até menos do que isso (…) quando ocorre um resultado completamente fora dos padrões, se enquadra na suposição de que estes resultados foram manipulados ou feitos de maneira duvidosa,” pontuou o especialista.

 

Para o senador Ciro Nogueira’Fenômeno de desinformação’, diz senador sobre pesquisas eleitorais, a pesquisa mal conduzida ameaça o processo eleitoral, e precisa ser combatida. Como punição, o parlamentar sugeriu a vedação das pesquisas realizadas pelo mesmo instituto e do estatístico responsável por cinco anos.

Justificativa PL 3916/2024 - Foto: (Arquivo/Senado)

Justificativa PL 3916/2024 – Foto: (Arquivo/Senado)

O cientista político, Helso Ribeiro pontuou ao Portal AM1 que o eleitor não deve votar baseado na pesquisa eleitoral, mas levando em consideração a sua convicção no candidato em questão.

 

“Esse projeto é mais do mesmo, porque qualquer possibilidade de fraude tem que ser comprovado judicialmente (…)  É um projeto para gerar um certo temor em institutos que se prestam a trabalhos fraudulentos,” disse Ribeiro.

 

A proposta deve ser encaminhada para as comissões do Senado Federal, e caso seja aprovada o texto será enviado ao Plenário da Casa.

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