Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Fraude milionária no INSS leva PF a cumprir mandados no AM

Grupos criminosos atuavam em Manaus e Manacapuru. Operações simultâneas evitaram vazamento de informações e destruição de provas.

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(Foto: Divulgação/ PF)

Manaus (AM) – A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31), a segunda fase da Operação Falsi Captivi e a Operação Prison Fake, que investigam duas associações criminosas acusadas de fraudar o benefício previdenciário de auxílio-reclusão por meio da falsificação de documentos. O prejuízo estimado aos cofres públicos já chega a R$ 1,5 milhão.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, três em Manaus e dois em Manacapuru, na Região Metropolitana. Ninguém foi preso.

De acordo com a PF, as investigações identificaram grupos que recebiam o benefício de forma fraudulenta em nome de pessoas que nunca foram presas. Em casos em que os beneficiários estavam de fato recolhidos, os criminosos adulteravam certidões para aumentar ilegalmente o tempo de prisão, elevando também os valores pagos pelo INSS.

As duas operações ocorreram de forma simultânea para evitar o vazamento de informações, a fuga de investigados e a destruição de provas. Segundo o delegado da PF, Diego Barroso, apesar de serem organizações distintas, os grupos mantinham comunicação entre si.

“Tivemos que fazer duas operações distintas no mesmo dia por se tratar de duas associações criminosas. Como elas se comunicavam, foi necessário agir de forma coordenada”, afirmou Barroso.

A Operação Prison Fake foi desencadeada especificamente em Manacapuru, onde outra associação criminosa agia com o mesmo objetivo: fraudar o sistema para obter o auxílio-reclusão de forma ilícita.

Primeira fase da Falsi Captivi

A primeira fase da Operação Falsi Captivi, deflagrada em 2024, resultou na prisão temporária de cinco pessoas em ações realizadas no Amazonas e em Minas Gerais. Na época, a PF descobriu a atuação de um escritório de atendimento previdenciário que funcionava como fachada para os crimes.

A investigação foi impulsionada por um relatório do Núcleo de Inteligência Previdenciária do Ministério da Previdência Social (NUINP), que detectou a apresentação de documentos falsos e adulterados, com datas retroativas, para dar suporte aos pedidos de benefício.

A PF segue com as investigações para identificar outros envolvidos e recuperar os valores desviados.

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