Foto: Montagem
A corrida eleitoral de 2020 traz 11 candidatos à Prefeitura de Manaus, todas as candidaturas acompanham os seus devidos arsenais jurídicos de prontidão e atentos a qualquer deslize ilegal, tanto durante o processo eleitoral, quanto após apuração dos votos.
No tabuleiro político, um arsenal jurídico adequado pode se tornar uma peça-chave para mudar a definição das eleições, por isso, muitas vezes é chamado de “terceiro turno das eleições”.
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O candidato à Prefeitura de Manaus pelo Partido Liberal (PL), Alfredo Nascimento, por exemplo, possui o advogado eleitoral mais caro das eleições 2020: Paulo Lindoso. O referido profissional custará R$ 450 mil segundo dados divulgados pelo divulgacand.

Ricardo Nicolau (PSD) contratou os escritórios Almeida e Barreto Advogados e Fernandes, Nakajima e Fernandes advogados Associados, por R$ 100 mil e R$ 150 mil, respectivamente. A defesa de Nicolau, inclusive, foi responsável por derrubar uma decisão que mandava o candidato retirar uma placa da sede de seu comitê.


Amazonino Mendes (Podemos) vem logo em seguida, com Yuri Dantas. O serviço do advogado eleitoral do ex-prefeito e ex-governador sairá por R$ 300 mil.

Ainda segundo o divulgacand, quem aparece em terceiro lugar, na dianteira de jurídicos mais caros, é a defesa do candidato Alberto Neto (Republicanos): Maria Benigno, que sairá a R$ 150 mil.

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Aliás, o responsável por levar Ricardo Nicolau à Justiça foi justamente a defesa de David Almeida (Avante), que, até agora, contratou por R$ 50 mil o escritório de Tadeu de Souza.

Romero Reis, do partido Novo, é o candidato mais rico das eleições 2020 em Manaus e um dos mais ricos a concorrer à prefeitura de uma capital no Brasil. Todavia, o candidato foi econômico na escolha de um advogado eleitoral: Chixaro Luz, que custará R$ 45 mil ao candidato.

Concorrendo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), José Ricardo desembolsa R$ 10,7 mil com o advogado José de Oliveira Barroncas.

Na outra ponta, o arsenal jurídico dos candidatos com menos orçamento conta com Francisco de Assis – advogando para Gilberto Vasconcelos (PSTU) – por R$ 2,5 mil.

Coronel Menezes está gastando apenas R$ 1 mil com os serviços de Débora Salgueiro de Menezes.

Na campanha de Marcelo Amil, o gasto é de R$ 2 mil com o advogado Hudson Luiz. 
Na prestação de contas de Chico Preto (DC), não fica claro qual dos profissionais contratados está sendo o jurídico da campanha. No entanto, o valor deve ser R$ 2 mil, para “Serviços de Acompanhamento da Campanha Eleitoral”.

Ao todo, o “terceiro turno” das eleições 2020 totaliza mais de R$ 1,2 milhão, de acordo com informações dos candidatos publicadas no Divulgacand do TSE.
‘Complexidade’
A advogada Denise Coêlho explica que, a cada ano, as diretrizes eleitorais ficam mais complexas e a necessidade de uma assessoria jurídica adequada se torna cada mais necessária, tanto para evitar deslizes, quanto para achar ‘brechas eleitorais’ em campanhas de adversários.
“No aspecto das campanhas em si, dado às novas regras e restrições, que são reformuladas a cada pleito, uma consultoria jurídica é ainda mais necessária aos partidos e candidatos para garantir o equilíbrio e controlar as eventuais vulnerabilidades na campanha”, explica ela ao Portal AM1.
A advogada diz, ainda, que o processo eleitoral majoritário, para quem participa, necessita de uma boa defesa. Os direitos de cada candidato necessitam de respaldo jurídico.
“A função do profissional jurídico é fundamental para os candidatos majoritários que terão assegurados seus direitos”, finaliza.


