Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Governo anuncia Fundeb, mas categoria aponta injustiças no repasse

O anúncio que deveria representar alívio financeiro acabou reacendendo o debate sobre reconhecimento profissional.

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(Foto: Arquivo/Secom)

Manaus (AM) – O anúncio do pagamento do Fundeb pelo governo estadual, feito nesta semana, não foi suficiente para conter a insatisfação entre profissionais da educação. Nas redes sociais, a repercussão tomou força após professores apontarem distorções nos repasses e criticarem a diferença salarial entre cargos de níveis distintos.

O principal ponto de revolta é a comparação entre o valor destinado a técnicos administrativos e a remuneração de professores com jornada de 20 horas. Muitos servidores afirmam que o repasse para alguns cargos de nível médio supera o valor recebido por docentes graduados, o que classificam como um desrespeito à carreira do magistério.

Comentários de internautas reforçaram o descontentamento. Um deles escreveu que considera um absurdo um técnico administrativo receber mais que um professor de 20 horas com formação superior.

Outro servidor criticou o fato de o professor levar trabalho para casa, exceder a carga horária prevista e, mesmo assim, receber menos que um cargo administrativo que não acumula tarefas fora do expediente.

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A reação negativa evidencia um problema já antigo na educação estadual, que envolve a valorização do magistério e a cobrança por critérios mais equilibrados nos pagamentos complementares do Fundeb. Embora o governo tenha divulgado o repasse como um avanço, a categoria argumenta que a distribuição atual reforça desigualdades e ignora a complexidade do trabalho docente.

O anúncio que deveria representar alívio financeiro acabou reacendendo o debate sobre reconhecimento profissional e justiça salarial dentro da educação pública do Amazonas.

Veja como ficou os repasses:

 

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