Manaus, 6 de julho de 2026
×
Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Guedes protocola pedido de impeachment contra prefeito e cobra votação imediata na CMM

Questionado pelo Portal AM1 sobre o trâmite do pedido, Rodrigo Guedes destacou que o regimento da CMM determina que o juízo de admissibilidade seja votado na sessão seguinte ao protocolo.

guedes-protocola-pedido-de-imp

Rodrigo Guedes (Foto: Celso Maia/Portal AM1) e David Almeida (Foto: Juan Sullivan/Semcom)

Manaus (AM) – Durante entrevista exclusiva ao Portal AM1 nesta quarta-feira (11), o vereador Rodrigo Guedes (PP) falou sobre o pedido de impeachment que protocolou contra o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e cobrou o cumprimento do regimento interno da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para que o processo seja votado já na próxima sessão.

Guedes explicou que, apesar da resistência da base governista, continuará exercendo o seu papel como vereador. “Estou cumprindo aqui o que eu entendo que é a minha função, a minha missão, de cobrar, de denunciar, de formalizar essas denúncias que estou formalizando na Câmara, para que a Câmara julgue o prefeito nesse processo de impeachment”, afirmou.

https://www.instagram.com/p/DKxZkOPuk6I/?locale=ru&hl=am-et

O parlamentar acusa o prefeito de desviar R$ 42 milhões do Fundeb, recursos que, segundo ele, deveriam ser destinados à educação. “Poderiam estar com os professores, profissionais da educação, com as crianças, na merenda, e foi desviado esse valor para a Manausmed e para a Hapvida, por acaso, que hoje administra a Manausmed”, denunciou.

Rodrigo Guedes também questiona a ausência de medidas por parte da gestão municipal, como o pagamento do abono do Fundeb, o reajuste salarial e a atualização do plano de cargos e salários dos profissionais da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Para ele, os vereadores precisam se posicionar diante das acusações, e a população deve exercer pressão sobre os parlamentares. “Essa é a estratégia: que o povo cobre”, reforçou.

Sobre o trâmite do pedido, Guedes destacou que o regimento da CMM determina que o juízo de admissibilidade seja votado na sessão seguinte ao protocolo. “Se o presidente cumprir com o regimento interno, já na segunda-feira é votado o juízo de admissibilidade pelo plenário”, explicou. No entanto, ele demonstrou preocupação com possíveis manobras da presidência da Casa. “O presidente é um braço direito do prefeito, ele pode muito bem querer fazer o contrário, sentar em cima, fingir que não está sabendo, fingir que ainda não recebeu, fingir que não sabe do regimento interno”, alertou.

O vereador reafirmou que vai cobrar que a legislação interna da Câmara seja seguida à risca. “O regimento interno é muito claro no sentido que na próxima sessão já precisa ser votado o juízo de admissibilidade”, finalizou.

O outro lado

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

(*) Colaborou: Ramillys Batista (Repórter do Portal AM1)

LEIA MAIS: