Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Homem doente’, ‘voz do conservadorismo’: aliados do PL encenam autoajuda jurídica

O ex-presidente deve ser monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de usar as redes sociais.

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(Foto: Celsopupo/Depositphotos)

Brasília (DF) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18). As buscas aconteceram na casa de Bolsonaro e na sede do Partido Liberal.

Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente deve ser monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de usar as redes sociais e manter contato com o filho, deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos. Além disso, as medidas cautelares também impedem Bolsonaro de ter contato com embaixadores.

A intervenção acontece após o envio de uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-mandatário. Para Trump, Bolsonaro está em um “sistema injusto”.

Os parlamentares da Oposição na Câmara dos Deputados receberam a operação com preocupação e repúdio.  Em nota, os deputados destacam que “o Brasil ultrapassou mais um limite perigoso” e que a ação de Moraes pode ser considerada um abuso de poder.

O posicionamento foi compartilhado pelo deputado federal Capitão Alberto Neto (PL).

“O Brasil ultrapassou mais um limite perigoso. Trata-se de um episódio grave de abuso de poder, marcado pela instrumentalização das instituições para fins de perseguição política. Em vez de estabilidade, o país presencia a consolidação de um regime de exceção, em que um único magistrado concentra poderes desproporcionais, atropela o devido processo legal e ignora a soberania do Poder Legislativo.

 

Além do atentado institucional, é impossível ignorar a dimensão humanitária dessa decisão. Jair Bolsonaro é um homem idoso, com graves problemas de saúde, que não representa qualquer risco de fuga — inclusive está com o passaporte retido por decisão anterior. O que se busca, claramente, não é justiça, mas sim a eliminação da figura política do maior líder da direita da América Latina, reconhecido mundialmente como uma das vozes mais expressivas do conservadorismo contemporâneo.

 

A operação ocorre num momento em que o Brasil já enfrenta uma crise diplomática e comercial com os Estados Unidos, agravando ainda mais a deterioração da imagem internacional do país. Essa escalada autoritária, sem qualquer freio institucional, coloca o Brasil na contramão das democracias modernas e fragiliza a segurança jurídica, a liberdade de expressão e os pilares republicanos”.

O Partido Liberal também publicou uma nota de repúdio à ação promovida pelo ministro do Supremo, o partido questiona: Se o presidente Bolsonaro sempre esteva à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa? A publicação é assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto.

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que recebeu com surpresa e indignação a decisão de morais por medidas cautelares e que deve ser manifestar após conhecer a decisão judicial.

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