(Foto: Reprodução/Facebook)
Depois da manifestação na frente da sede do governo, em Manaus, na manhã desta quinta-feira, 22, e da paralisação de escolas em 40 municípios, professores da rede estadual de ensino farão uma carreata, nesta sexta-feira, 23, com saída da Arena da Amazônia e término na Avenida Brasil. Nesta quinta, o governador ignorou o início da greve e não recebeu os professores para dialogar.

Professores têm uma série de reivindicações (Foto: Reprodução/Facebook)
“Os professores estão enxergando um governo intransigente e insensível, de costas para a sociedade, esquecendo do seu dever de governar”, afirmou o coordenador financeiro do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), Lambert Melo.
O professor afirmou que a categoria só retornará ao trabalho depois que o governador receber a Asprom Sindical e criticou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). “Qualquer acordo com o Sinteam, não vamos reconhecer, pois entendemos que é um sindicato vendido”, afirmou.
O Site Amazonas1 tenta há vários dias contato com o presidente do Sinteam, Marcus Libório, sem sucesso.
Os professores reivindicam o reajuste salarial de 35%, de março de 2014 a março de 2018. Além disso, outros pontos são reivindicados, a progressão vertical e horizontal, plano de saúde, reajuste do auxílio alimentação, entre outros.
No interior, houve manifestações em 40 municípios, como Parintins, Itacoatiara, Coari, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Codajás, Tabatinga, entre outros.
Carreata e audiência pública
Nesta sexta, os professores devem começar a se reunir na frente da Arena da Amazônia a partir das 7h. A previsão é que o grupo saia às 8h30 em direção à Assembleia Legislativa do Estado (ALE), onde participaram de uma audiência pública, e de lá seguem para o Centro de Manaus.
“No Centro, vamos conversar com a sociedade amazonense sobre nossas reivindicações”, afirmou Lambert. De lá, a carreata segue para a Avenida Brasil até a frente da sede do governo mais uma vez.
Leia também
Veja os deputados que votaram contra o reajuste dos educadores do Estado
Seduc ignora paralisação
Com a paralisação das aulas em escolas da capita e do interior, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) ignorou a manifestação e não emitiu nenhuma nota sobre a greve até as 13h desta quinta.
Na única informação do dia, a secretaria se ateve a comentar a isenção automática no valor da inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para estudantes da rede pública de ensino.
Ontem, a Secretaria de Educação afirmou, em nota, que a paralisação é ilegal. A pasta afirma que tem mantido o diálogo com os servidores da educação por meio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam) e que já foram anunciadas melhorias aos servidores.
A proposta do governo amazonense é de um aumento de 4,57%, valor que respeita o limite prudencial nos gastos do estado.





