Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Impacto da IA no Amazonas: especialista analisa chegada do curso na UEA

Nova graduação em IA da UEA promete impulsionar negócios e meio ambiente, mas há desafios sociais e estruturais, alerta especialista.

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(Foto: Divulgação/ Assessoria UEA)

Manaus (AM) – “A inteligência artificial já não é mais futuro, é presente. E o Amazonas não pode se dar ao luxo de ficar para trás.” É assim que o economista Mourão Junior resume a importância do lançamento do novo curso de bacharelado em Inteligência Artificial da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), anunciado nesta terça-feira (17) pelo governador Wilson Lima.

Para o especialista, a criação do curso representa muito mais do que uma simples expansão acadêmica. É uma estratégia fundamental para preparar o estado para os desafios e oportunidades de uma nova economia, cada vez mais digital e automatizada.

Inteligência Artificial como motor econômico

Em entrevista ao Portal AM1,  Mourão avalia o impacto da formação em IA em relação a Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a qualificação de profissionais locais tem potencial para impulsionar a economia do interior e diversificar as atividades econômicas do estado.

“A IA já está inserida no dia a dia das empresas. Quem não entender isso vai ficar fora do mercado. Esse curso vem suprir uma demanda reprimida e urgente por profissionais capazes de atuar com tecnologias que já estão em uso”, afirma o economista.

Mourão explicou também que setores como indústria, comércio e serviços serão diretamente beneficiados, especialmente pela possibilidade de otimização de processos, redução de desperdícios e aumento de produtividade.

Impacto da IA no Amazonas: especialista analisa chegada do curso na UEA

Economista Mourão Junior (Foto: Arquivo pessoal Mourão Junior)

Atração de investimentos

De acordo com o especialista, a formação em Inteligência Artificial tem potencial para atrair investimentos externos ao Amazonas, especialmente por atender às demandas do distrito industrial e do comércio local. Segundo ele, a adoção dessas tecnologias já impulsiona a abertura de novos negócios, sobretudo startups, que dependem diretamente de mão de obra qualificada.

O principal desafio, portanto, está na capacitação dos profissionais locais, para que os empreendedores saibam utilizar essas ferramentas de forma estratégica, aumentando a produtividade e tornando os negócios mais competitivos e sustentáveis.

“O empreendedor vai necessitar desse profissional. Então, a capacitação da mão de obra local vai atrair esses investimentos”. Afirma o especialista.

Setor público e meio ambiente: IA como aliada estratégica

Para além do setor privado, o especialista vê na IA uma ferramenta essencial para modernizar o serviço público e enfrentar desafios crônicos da região. Segundo Mourão, a utilização da inteligência artificial no setor público pode gerar grandes benefícios, como a redução da burocracia, a agilização dos processos e a diminuição dos custos para o Estado, além de melhorar a conexão entre a população e os órgãos públicos.

No entanto, faz alerta para o desafio que surge quando se compara os incentivos fiscais vinculados à geração de empregos, como ocorre no Polo Industrial de Manaus (PIN), com a automação proporcionada pela IA que, apesar de reduzir custos, tende a demandar menos mão de obra. Mourão também destaca que, na área ambiental, a IA se mostra uma ferramenta essencial para monitoramento, combate ao desmatamento e preservação da Amazônia, pois permite ao Estado atuar de forma mais eficiente e rápida no enfrentamento dos problemas ambientais.

“A própria IA vai ser uma ferramenta fundamental para comprovar e combater e manter a nossa Amazônia Verde”, afirma o especialista.

Em exclusividade ao Portal AM1 o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Zogahib, falou sobre a importância do curso como um marco tanto para a instituição quanto para a região.

“Os desafios são imensos. Estamos falando de uma área que ainda é novidade para muita gente. A Inteligência Artificial, hoje, é muito utilizada para gerar imagens, textos, documentos, mas o seu desenvolvimento acadêmico ainda é incipiente no Brasil. A UEA, que já realiza pesquisas nessa área há muito tempo, agora consolida esse trabalho com um curso de excelência, preparado por pesquisadores da própria universidade”, destacou.

Para ele, a criação do curso não só amplia as oportunidades para os alunos, como também tem potencial de impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

“Ao formar profissionais capacitados, esses alunos poderão atuar tanto no setor privado quanto no serviço público, contribuindo diretamente para a economia dos municípios onde estarão inseridos. A tecnologia, quando bem desenvolvida, gera um ciclo econômico crescente. Como já dizia Schumpeter, não é a economia que desenvolve a tecnologia, mas a tecnologia que impulsiona o crescimento econômico”, reforçou  André .

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(Foto: Celso Maia/ Portal AM1)

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