Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Iranduba: TRE devolve mandatos do prefeito Augusto Ferraz e do vice

Os gestores foram acusados pelo crime de abuso de poder econômico praticado na campanha eleitoral de 2020

Em evento do PSD, Augusto Ferraz evita falar sobre seu processo de cassação O prefeito de Iranduba, Augusto Ferraz (DEM), se recusou a comentar sobre o processo judicial que cassou seu mandato no início do mês, por suspeita de abuso de poder econômico. Ferraz já está de volta ao cargo após o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) barrar a decisão de cassação do prefeito. "Prefiro evitar falar disso, para não me expor. Melhor deixar para lá", disse Ferraz durante evento do PSD, no qual o presidente da sigla, senador Omar Aziz lança sua pré-candidatura e a de outros políticos. Além de Ferraz, o vice-prefeito Robson Adriel (Avante) também foi alvo da decisão que apontou que os políticos foram cassados por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2020. A ação foi movida pelo ex-candidato a prefeito de Iranduba, Alain Cruz (PSC). De acordo com o processo, a chapa formada por eles realizou ações como distribuição de cestas básicas e pavimentações de ruas. Eles também coordenaram as ações através de um aplicativo de mensagens, com um grupo intitulado “Amigos de Augusto Ferraz”. Dois dias depois, porém, a decisão foi barrada pelo O presidente do TRE-AM, Wellington Araújo, devolvendo os cargos aos gestores.

Foto: Reprodução

Iranduba/AM – O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Wellington Araújo, barrou, nesse domingo (13), a decisão da juíza Dinah Câmara Fernandes, que determinou o afastamento do prefeito de Iranduba, Augusto Ferraz, e do vice, Robson Adriel.

Os gestores foram acusados pelo crime de abuso de poder econômico praticado na campanha eleitoral de 2020.

A medida atende um pedido de liminar apresentado por Ferraz contra a decisão da juíza Dinah Fernandes. No documento, o juiz considera que o “afastamento daquele que foi eleito pelo povo é medida de extrema excepcionalidade […] Ora, afastado o mandatário, e vindo seu recurso a ser provido, o tempo que este passou fora do cargo não terá como lhe ser restituído”.

Leia mais: Prefeito e vice de Iranduba são cassados por abuso de poder político e econômico

O desembargador também aponta que a descontinuidade da Administração Pública com o afastamento de um prefeito causa efeitos danosos para a população. Além disso, seria necessária a realização de uma nova eleição, ‘cumulada com as eleições gerais que se avizinham’.

Segundo a assessoria, Augusto Ferraz deve se pronunciar ainda nesta segunda-feira (14) sobre a decisão.