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Itacoatiara recebe equipe de força-tarefa para combater a doença da urina preta

Ao todo são 54 casos; somente em Itacoatiara houve a notificação de 36 casos, sendo um óbito
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 03 de setembro de 2021 – 15:38
Foto: Roberto Carlos/Secom

ITACOATIARA, AM – Após registro de casos da rabdomiólise em nove municípios, foram intensificadas as investigações por meio de uma grande força-tarefa com especialistas de diversas pastas do Governo do Amazonas. Nesta sexta-feira (03), novas equipes de profissionais foram acompanhar in loco a ocorrência de casos em Itacoatiara, distante a 176 quilômetros de Manaus, cidade com maior número de casos da doença, para identificar causas e formas de combate.

Ainda durante a manhã, as equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) participaram de uma reunião para alinhamento técnico sobre a ocorrência de casos na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Itacoatiara. Participaram técnicos da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Leia mais: Urina Preta: FVS-RCP emite alerta de risco para consumo de pescado em Itacoatiara

O médico infectologista da FMT-HVD, Antônio Magela, participou da reunião e deu orientação em relação aos procedimentos a serem adotados pelos agentes de saúde do município. Segundo o infectologista, desde o registro de aumento dos casos, o Governo tem somado todos os esforços para investigar minuciosamente a causa da doença e identificar formas de combater o surto.

“Sabendo que o sistema se encontra sensível, as equipes de vigilância estão atentas, no sentido de identificar os casos e trazer os pacientes para o tratamento mais precoce e adequadamente possível. As equipes de apoio e pesquisa, de vários órgãos, estão aqui com o objetivo de coletar dados e amostras para esclarecer a real causa de tudo isso”, destacou o infectologista.

Após a reunião, foi realizada uma visita ao Hospital Regional José Mendes, referência na cidade para casos de rabdomiólise. Lá as equipes estiveram com os pacientes internados com a doença e analisaram prontuários com objetivo de identificar possíveis causas do surto.

Coleta de amostras

Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) também realizam coleta de água e de peixes in natura em Itacoatiara para análise no laboratório com sede em Manaus.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/FVS-RCP) Liane Souza destaca a importância da realização do trabalho de vigilância.

Leia mais: Morre primeira paciente com ‘doença da urina preta’ no AM

“A nossa função também é de capacitar, orientar os profissionais de saúde, principalmente o pessoal do núcleo de vigilância epidemiológica hospitalar que tem aqui dentro do hospital, sobre a realização dessas análises, desses casos, montar um banco de dados que vai servir para os nossos estudos, nossas pesquisas. Isso é de suma importância, ter tudo isso documentado”, explicou a coordenadora do Cievs.

Comunicados

Na quarta-feira (1), a SES-AM e a FVS-RCP emitiram comunicados aos moradores de Itacoatiara, onde se concentra a maioria dos casos, nos quais restringe o consumo de peixes das espécies pirapitinga, pacu e tambaqui, de origem de pesca de rios e lagos, por um período de 15 dias. Os peixes de outras espécies e aqueles oriundos da piscicultura não estão incluídos na medida.

Setor primário

A Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) também tem realizado trabalhos de busca ativa de casos em comunidades rurais no entorno da cidade e atuado na elaboração de medidas para diminuir os impactos no trabalho dos pescadores artesanais.

Registro de casos

Conforme balanço divulgado pela SES-AM, na quinta-feira (02/09), o Amazonas já possui registros de rabdomiólise em nove municípios. Ao todo são 54 casos; somente em Itacoatiara houve a notificação de 36 casos, sendo um óbito.

(*) Com informações da assessoria

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