Juiz deu declaração durante seminário sobre direito urbanístico (Foto: TJAM)
Titular da Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias de Manaus, o juiz Adalberto Carim afirmou, na quinta-feira, 8, que a invasão de terras de terceiros é um negócio “altamente lucrativo” na capital amazonense e serve de “abrigo para o crime organizado. A declaração foi dada na abertura do “1º Seminário de Direito Urbanístico da Região Norte”, promovido pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam) em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado (CAU-AM).
Para Carim, as invasões de terra trazem não apenas a depredação do meio ambiente, com destruição de áreas muitas vezes de preservação permanente (APPs), afetando fauna e flora do local, mas vem apresentando outra situação também. “Está incorporando o crime organizado, com ocorrência de homicídios, tráfico de entorpecentes e outros tipos de crimes”, disse.
Ele citou a invasão conhecida como “José de Alencar”, com uma área de aproximadamente 310.197 metros quadrados, o equivalente a 32 hectares ou 37 campos de futebol, que foi ocupada irregularmente em 2011.
O seminário contou com o apoio dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados do Pará; Tocantins; Roraima; Amapá; Rondônia e Acre.





