Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Mais dois médicos podem ser responsabilizados pela morte de Benício Xavier

A investigação aponta sucessão de erros durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus.

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(Foto: Divulgação/Redes Sociais Benício Xavier)

Manaus (AM) – O delegado Marcelo Martins afirmou, nesta quarta-feira (17), que ao menos mais dois médicos que atuaram no atendimento de Benício Xavier podem ser responsabilizados pelo falecimento do menino, ocorrido no dia 23 de novembro, no Hospital Santa Júlia, em Manaus.

Segundo as investigações, a criança morreu após receber uma dose elevada de adrenalina de forma indevida. O medicamento foi aplicado na veia pela técnica de enfermagem Raiza Bentes, após a prescrição incorreta feita pela médica Juliana Brasil.

De acordo com o delegado, as apurações apontam para uma “sucessão de erros” durante o atendimento prestado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Entre as falhas identificadas, Martins destacou que o médico Luiz Sordi deveria ter realizado a intubação imediata de Benício, o que não ocorreu. Além disso, ele também teria deixado de solicitar o parecer de especialistas, como um pediatra infantil e um anestesista.

Ainda conforme o delegado, o médico autorizou a alimentação da criança, procedimento considerado inadequado diante do quadro clínico. Posteriormente, a médica responsável pela intubação, identificada como Alexandra Silva, realizou o procedimento sem observar que Benício havia se alimentado.

Martins explicou que, antes da intubação, a médica poderia ter realizado um procedimento para retirar o alimento do estômago da criança. Além disso, no momento da intubação, não havia um médico substituto disponível para o caso de insucesso no procedimento de intubação.

O delegado também afirmou que a medicação utilizada durante a intubação foi imprópria. Segundo ele, a médica deveria ter administrado uma medicação adequada para indução da sedação e, caso não houvesse resposta, deveria aplicar uma outra para reverter o efeito antes de tentar novamente.

Diante das falhas apontadas, Marcelo Martins afirmou que os erros cometidos durante o atendimento “retiraram qualquer chance de sobrevivência” de Benício.

Os médicos envolvidos prestaram depoimento no dia 27 de novembro. O delegado não informou se os profissionais serão novamente chamados para depor.

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