Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Mais um PM é preso por estupro de indígena em delegacia do AM

Mandados foram cumpridos em Tabatinga; cinco agentes já estão detidos e um segue foragido.

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(Foto: Divulgação/Agência Amazonas)

Manaus (AM) – Mais um policial militar foi preso por envolvimento no caso de estupro de uma mulher indígena da etnia Kokama, de 29 anos, ocorrido entre novembro de 2022 e agosto de 2023, enquanto a vítima estava custodiada na delegacia de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas. Com a nova prisão, o número de detidos sobe para cinco, restando apenas um policial militar foragido.

A prisão foi realizada no município de Tabatinga e integra os mandados expedidos pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), em conjunto com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM). As diligências continuam para que o último suspeito seja localizado e apresentado às autoridades competentes.

As prisões ocorreram em diferentes municípios do estado. Veja:

  • Tabatinga: dois policiais militares;
  • Manaus: um sargento da PM;
  • Santo Antônio do Içá: um cabo da PM e um guarda municipal.

Em nota, a Polícia Militar informou que está colaborando com as investigações conduzidas pelo MPAM e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Procedimentos administrativos foram abertos, os agentes suspeitos foram afastados das ruas e tiveram suas armas recolhidas.

A corporação afirmou repudiar qualquer ato fora da legalidade e declarou que não compactua com a violência denunciada, reforçando o compromisso com o esclarecimento dos fatos.

Os suspeitos são investigados por crimes como estupro de vulnerável, estupro qualificado e tortura, cometidos enquanto a vítima estava presa em condições degradantes. Em nota, a defesa dos acusados afirma que eles são vítimas de grave injustiça e que apresentarão provas de inocência em uma coletiva de imprensa.

O processo corre em segredo de Justiça para preservar a vítima e garantir a continuidade das investigações. Segundo o MP, os abusos ocorriam durante a noite e, por diversas vezes, foram praticados coletivamente. A vítima estava acompanhada de seu filho recém-nascido, que presenciou os atos, agravando ainda mais o caso.

Em depoimento, a mulher relatou ter sofrido humilhações, constrangimentos e abusos sexuais, sem qualquer tipo de assistência médica, psicológica ou jurídica.

Mesmo após ser transferida para o presídio feminino em Manaus, parte dos envolvidos teria ido até a casa da mãe da vítima, em Santo Antônio do Içá, com o intuito de intimidar a família e tentar silenciá-la.

A Promotoria alertou que os suspeitos ainda exercem funções públicas e permanecem armados, o que representa risco à vítima e à sociedade. Nos pedidos à Justiça, o MP requer o afastamento dos investigados de suas funções e a suspensão do porte de arma.

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