Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Major é excluído da PMAM após decisão definitiva da Justiça

Decreto do governador Wilson Lima foi publicado no Diário Oficial após o TJAM manter a demissão do oficial.

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(Foto: Reprodução/ G1 AM /Ronaldo Lima)

Manaus (AM) – A exclusão do major Galeno Edmilson de Souza Jales da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) foi oficializada por decreto do governador Wilson Lima, publicado no Diário Oficial do Estado.

A decisão ocorreu após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) julgar o mérito de uma ação judicial e manter o entendimento da Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM), que recomendou a demissão do oficial.

Galeno Jales integrava o quadro de oficiais combatentes da corporação, mas já havia sido desligado anteriormente. Em 2017, ele retornou à PMAM por decisão judicial provisória, na condição sub judice, no posto de 2º tenente, após liminar concedida em mandado de segurança.

Posteriormente, o TJAM julgou o mérito da ação e acompanhou o entendimento da PGE-AM, decidindo pela manutenção da demissão. Com a decisão definitiva, o Governo do Estado formalizou a exclusão do militar.

O nome do oficial também esteve envolvido recentemente em um episódio na área de segurança pública. No dia 28 de fevereiro deste ano, quando exercia a função de diretor do Núcleo Prisional da PMAM, ele foi preso por determinação do juiz plantonista criminal Luís Alberto Nascimento Albuquerque.

Ao major foi atribuída responsabilidade pela fuga de 23 policiais militares custodiados na unidade prisional da corporação, localizada no bairro Monte das Oliveiras, na zona norte de Manaus. A ausência dos detentos foi constatada durante uma vistoria de rotina.

Na decisão, o magistrado destacou que a conduta atribuída ao oficial gerou impacto social, repercussão negativa e clamor público. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e evitar possível interferência nas investigações.

Após o ocorrido, o comando da Polícia Militar determinou a prisão em flagrante e o afastamento de dois policiais responsáveis pela guarda da unidade. Eles foram liberados após audiência de custódia e respondem ao processo em liberdade.

 

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