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Líder dos rodoviários diz que prefeito foi induzido ao erro sobre decreto

Givancir Oliveira acredita que o prefeito não viu quando assinou o documento, que fixa o pagamento da tarifa exclusivamente por sistema de bilhetagem eletrônica

(Bruno Pacheco/Amazonas1)

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, informou durante entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira, 20, que a categoria é contra o decreto n.º 4.587, de 19 de setembro de 2019, que determina o pagamento da tarifa única do serviço de transporte público de Manaus, exclusivamente, por meio do sistema de bilhetagem eletrônica e disse que o prefeito foi induzido ao erro quando assinou o documento.

“Acredito que ele nem viu

quando assinou o decreto.

Acho que ele foi induzido ao erro”

O sindicalista se mostrou surpreso com o decreto, devido ao prefeito estar constantemente lutando em prol dos rodoviários. “Fomos pegos de surpresa porque o prefeito sempre nos deixou tranquilo na questão de manter os cobradores. E isso deixou a categoria muito assustada, aterrorizada, com medo de perder o emprego. E os motoristas mais ainda, por ter que aumentar sua responsabilidade, tendo que dirigir e cobrar”, diz Givancir, destacando as medidas acordadas depois da reunião da manhã desta sexta-feira, 20, com secretários da prefeitura.

Segundo Givancir, o prefeito deve alterar o decreto assim que voltar de sua viagem, na próxima segunda-feira, 20. “O secretário de articulação política, Luiz Alberto Carijó, nos deu a garantia de que o prefeito irá derrubar esse decreto e alterá-lo, garantindo a permanência dos cobradores”, destacou.

O presidente do Sindicato destacou, também, que a categoria entende que a população de baixa renda será prejudicada com o decreto, pois não é todo mundo que tem como comprar antecipadamente os seus passes de ônibus.

“E quem vem de fora de Manaus, do interior? Como é que vai ficar? Acho que esse decreto tem que ser melhorado, mas a intenção do prefeito é boa. Hoje a prefeitura já tem 60% do controle financeiro das empresas e a intenção dele é ter 100%. Mas podemos ver que, com essa medida, poderá sim ocasionar a extinção dos cobradores e a direção do sindicato dos rodoviários irá fazer de tudo para manter os cobradores”, alerta o presidente dos rodoviários.

Para Givancir, a intenção do prefeito é tão somente ter o controle em 100% da receita que ele não tem hoje. “Esta é a preocupação do prefeito e nossa também, hoje todas as dívidas do transporte coletivo quem paga é a prefeitura, e 40% fica para os empresários, mas ninguém sabe para que serve”.

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