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Movimentos sociais prometem ‘guerra’ contra postos de gasolina

Os movimentos prometem realizar uma manifestação em algumas avenidas de Manaus, pedindo o repasse do reajuste anunciado pela Petrobras

Líderes dos movimentos Endireita Amazonas e Direita Norte prometem realizar uma manifestação em algumas avenidas de Manaus, pedindo o repasse do reajuste anunciado pela Petrobras nos preços da gasolina. Os manifestantes cobram também ações concretas dos deputados membros da CPI dos Combustíveis no Amazonas.

“Pretendemos fazer uma manifestação na estrada da refinaria (no Distrito Industrial da capital) e em algumas avenidas de Manaus pedindo o repasse do reajuste nos preços. Estamos nos organizando para isso. Vamos também cobrar da CPI dos Combustíveis atitudes concretas. Eles estão parados”, anunciou o economista Felipe Silva, líder do movimento Endireita Amazonas, que declarou “guerra” contra os preços abusivos dos combustíveis.

Imagens como essas têm sido compartilhadas em grupos de Whatsapp. (Reprodução)

Para o economista, o devido reajuste não está sendo repassado para a população e a CPI dos Combustíveis não vem trazendo resultados.  “Procuramos o Procon Manaus, na figura do Sr. Rodrigo Guedes, para ter esclarecimentos das medidas que o órgão tem buscado para as reduções devidas. Decidimos entrar nessa guerra pela população que é prejudicada economicamente, pois nem mesmo a CPI dos Combustíveis está ajudando”, relatou.

Pâmela Angra – Rodrigo Guedes – Felipe Silva (Divulgação)

A líder do movimento Direita Norte, Pâmela Angra, alertou que a população precisa fiscalizar e cobrar dos parlamentares que compõem a comissão da CPI dos combustíveis para que garantam a redução no preço da gasolina.

“A população precisa e deve fiscalizar e cobrar de nossos parlamentares que compõem a CPI dos combustíveis no estado do Amazonas, investigação e a garantia de redução dos preços dos combustíveis que não tem redução, mesmo quando a refinaria vende a um valor mais barato às distribuidoras, que repassam para os postos de gasolina. Sendo assim, o consumidor final é o maior prejudicado por não haver tal redução no valor final”, finalizou Pâmela.

Fiscalização

Na terça-feira, 9, uma fiscalização feita em postos de combustíveis pelo Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM), constatou que a redução de preços anunciada pela Petrobras ainda não foi repassada aos postos em Manaus.

Durante a fiscalização, o Procon-AM visitou seis postos e verificou que o valor de venda da gasolina é o mesmo praticado por eles há quase um mês, sendo em comum o preço de R$ 4,58 ou R$ 4,59. Segundo o Procon, as fiscalizações vão continuar ao longo da semana.

A reportagem entrou em contato com a presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI dos Combustíveis, deputada Joana Darc (PR), e aguarda posicionamento.

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