(Foto: Danilo Mello /Aleam)
Manaus (AM) – A dança das cadeiras partidárias no Amazonas ganhou mais um passo ensaiado. O ex-prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia (PSD), anunciou que a deputada estadual Mayra Dias deve deixar o Avante para se filiar a um partido da base do senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado. A nova sigla ainda está em aberto. O alinhamento político, porém, já está definido.
A declaração foi feita à Rede Onda Digital nesta quinta-feira (12). Segundo Bi Garcia, seu esposo, a permanência no Avante se tornou inviável depois que o presidente estadual do partido, o prefeito de Manaus David Almeida, declarou que não seguirá politicamente com Omar Aziz. Em outras palavras: se o partido muda de rumo, o grupo muda de partido.
“Nós somos muito ligados ao senador Omar e vamos estar juntos com ele nessa caminhada”, afirmou o ex-prefeito. A fidelidade, nesse caso, não é à legenda, mas ao projeto político.
A decisão oficial deve sair apenas durante a chamada janela partidária, período de 3 de março a 4 de abril em que parlamentares podem trocar de sigla sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária.
Até lá, o grupo “analisa o quadro”. Tradução comum no vocabulário político: conversa-se, calcula-se, negocia-se.
A deputada fez uma viagem na tarde desta quinta-feira, até Parintins (AM) ao lado dos senadores Omar Aziz, Eduardo Braga (MDB) e do deputado federal Saullo Viana (UB), para abertura do ano letivo na cidade. Os parlamentares foram recebidos pelo prefeito Mateus Assayag (PSD).
Alianças que se ajustam
O movimento expõe mais um capítulo da reorganização das forças políticas no estado. Com Omar Aziz se posicionando como pré-candidato ao governo, partidos e lideranças começam a se reposicionar. A lógica é simples: onde há projeto majoritário, há rearranjo proporcional.
Enquanto isso, aliados e adversários também se movimentam. O vice-governador Tadeu de Souza, por exemplo, teve recentemente sua filiação ao PP destacada como passo que o deixa apto a disputar o Governo do Estado em outubro. Já na Câmara Municipal de Manaus, vozes próximas à prefeitura afirmam que uma eventual eleição de Omar seria prejudicial ao Amazonas. O tabuleiro está montado.





