(Foto: Divulgação/Freepik)
Manaus (AM) – A nova alta no preço dos combustíveis evidencia um choque entre a estratégia do governo federal e a realidade enfrentada no Amazonas. Mesmo após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de zerar tributos federais para conter os preços, o valor na bomba segue subindo, e de forma rápida.
Em Manaus, a gasolina saltou de R$ 6,99 para R$ 7,29 em um dia, levando o Procon Amazonas a iniciar fiscalizações. A suspeita é de aumento sem justificativa, o que reforça a percepção de falha no repasse das medidas federais ao consumidor final.
O governo federal sustenta que o problema não está nas refinarias, mas na cadeia de distribuição. A promessa é endurecer a fiscalização. Ainda assim, o caso do Amazonas mostra que reduzir impostos não garante, por si só, preços mais baixos.
Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que pretende propor aos estados mudanças no ICMS sobre combustíveis para tentar conter novas altas, em meio à pressão internacional e ao risco de paralisação de caminhoneiros.
No estado, o cenário é agravado por um fator estrutural: a dependência de uma única refinaria, a Refinaria da Amazônia (Ream), privatizada em 2022. Para especialistas e entidades do setor, isso reduz a concorrência e facilita aumentos.
O resultado é direto: enquanto Brasília tenta controlar o preço com medidas amplas, o Amazonas sente pouco efeito prático. E o consumidor continua pagando mais caro.
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